Aqui você encontra a arte de contar histórias (storytelling)
entrelaçada à educação, literatura, brincar, educação ambiental e cultura de paz.

História e Luz para o Ano Novo


"Que os fogos de artifício no céu do Ano Novo
Espalhem a luz do Amor, da Alegria e da Paz
Que as nossas Palavras nasçam destas luzes
E se reflitam o ano todo em nossas Ações"

Fabio Lisboa

História: Dois irmãos e um muro



Nasce o Natal


"Não sabemos quem baterá à porta em busca de compaixão, amor e bondade. Mas se nossa mente for controlada pelo ego e pelo egoísmo, fecharemos a porta e negaremos até mesmo ao filho de Deus um lugar para nascer. Quem sabe a quem estamos fechando a porta da compaixão? Talvez aquela pessoa esteja destinada a ser nosso salvador no futuro. Por outro lado, sempre que nos tornamos humildes, sempre que encontramos um lugar em nosso coração para os outros, lá Jesus Cristo nasce."

Amma

Imagem:

Programação de Abertura da BVL - Biblioteca Parque Villa-Lobos




Já pensou dar um passeio no parque, depois sentar à sombra e ouvir um conto contado por contadores de histórias?

E se dentro do parque também tivesse um acervo de milhares de livros que pudessem ser lidos numa biblioteca e também emprestados para serem lidos em casa ou debaixo de uma árvore? E se nesse lugar encantado bebês, crianças, jovens e adultos ouvissem histórias... inclusive ao pé do ouvido...

E se, como o parque, essa biblioteca fosse viva, com livros e gente que gosta de ler, com pessoas que gostam de brincar, jogar e criar jogos de tabuleiro, jogar videogame e interagir com outros gamers, ouvir música do acervo e ao vivo, assistir filmes e aprender a produzir uma animação, apreciar arte e sair com o artista fazendo arte pelo parque.

Esse lugar existe e tudo isso, dentre tantas outras atividades, poderão ser feitas neste fim de semana (dias 20 e 21/12/14, das 9 às 18:30h) na abertura da BVL - Biblioteca Parque Villa-Lobos e, a partir de então, conforme a programação semanal.

História Nasrudin: Ponto de Referência

Reconto: Fabio Lisboa

Nasrudin procurava um tesouro que havia enterrado no quintal de sua casa. De vez em quando, o mulá olhava para o alto como se buscasse a ajuda dos céus para encontrar o que havia perdido. 

Depois de muito tempo cavando por todo o canto, debaixo do sol a pino, sem sucesso, o mulá explicou a sua situação ao vizinho que veio acudi-lo:

Vídeo: "Malala: Uma menina. Entre muitas."

Por Valber Lúcio
A adolescente paquistanesa Malala Yousafzai recebeu ontem, 10-12-2014, em Oslo, na Noruega, o Prêmio Nobel da Paz, que dividirá com o indiano Kailash Satyarthi, ambos ativistas pelo direito de toda criança e adolescente à educação. Com 17 anos de idade, Malala é a mais jovem ganhadora do prêmio e, por sua atuação em prol da educação de meninas, sofreu, em 2012, uma tentativa de assassinato pelo Talibã.

Feira do Livro da USP 2014 / 16º Festa do Livro


Por EDUSP
Livros com, no mínimo, 50% de desconto!

A 16ª Festa do Livro da USP, organizada pela Edusp e pela Escola Politécnica da USP, será realizada nos dias 10, 11 e 12 de dezembro na Escola Politécnica da USP na Cidade Universitária em São Paulo, das 9h às 21h.

Oficina de Contos (história real): A mensageira


Conto, logo existo – este é o título de uma oficina de Contos Terapêuticos ministrado pela sensível contadora de histórias “luso-brasileira” Clara Haddad. Neste encontro, ocorrido em São Paulo em outubro de 2014, quando convidados a contar uma história do ponto de vista de um objeto querido, o mini conto da psicóloga Kitty Haasz à respeito de algo que veio ao seu encontro num Ashram (templo indiano), há quase 10 anos, me chamou a atenção tanto pela leveza das imagens quanto pela profundidade dos conceitos. A psicóloga Kitty, um silencioso Swami (Mestre Hindu) e um inusitado narrador são os personagens desta experiência real.

E a autora aceitou o convite em deixar as suas palavras aterrissarem por aqui:

História: O conselho



Recontada por Fabio Lisboa

Era uma vez um príncipe sabido que, um dia, recebe do pai um tesouro em forma de conselho.

História: O homem que sonhava com dragões


 
Reconto: Fabio Lisboa

Zighao, senhor de Yeh, amava os dragões. Sonhava com dragões. Colecionava dragões em miniatura de porcelana, vidro, madeira e bronze. Além disso, os esculpia, desenhava e escrevia sobre os seus sonhos com eles.

Em sua mansão, havia preciosíssimos quadros de dragões e estes seres mitológicos estavam também pintados na paredes. Um famoso artista tatuador de Pequim veio à Yeh especialmente para tatuar no peito de Zighao, claro, um magnífico dragão.

História Real: Malala Yousafzal

Por Fabio Lisboa

Tentaram silenciar Malala de uma vez por todas. Em 2012, com 15 anos, a menina seguia em um ônibus escolar quando foi baleada na cabeça. Falharam. Ela ficou em coma por 3 dias mas se recuperou totalmente e continua defendendo o direito às meninas paquistanesas de estudar.

"Extremistas mostraram o que mais os amedronta: uma menina com um livro." Malala Yousafzai

X Festival A Arte de Contar Histórias - Programação completa, endereços, contação, oficinas e conto

São Paulo – SP

Neste post você tem acesso à programação completa do Festival, endereços e um conto que fará parte do repertório do evento.

Organizado pela Secretaria de Cultura através da Coordenadoria do Sistema Municipal de Bibliotecas, evento acontece de 11 a 19 de outubro em bibliotecas públicas, pontos e bosques de leitura, ônibus-biblioteca, praças e centros culturais da cidade de São Paulo. Além das narrações orais, durante o Festival haverá mini-cursos básicos, avançados, palestras, shows, teatro e sarau de contos tradicionais.


Veja a programação completa:

A Verdade chega à cidade



Reconto de Fabio Lisboa baseado na versão de Clare Murphy

Era uma vez uma velha que há muito tempo era menosprezada numa cidade ávida por novidades. A mulher ficou tão esquecida por todos que começou a passar fome. Ficava mendigando pelas ruas em busca de alimento e quem sabe um pouco de atenção.

Naquele dia, decidiu bater nas casas. As pessoas quando viam o estado da mulher diziam logo:

Proler Joinville 20 anos - Encontro dos Encontros - Contar Histórias: Uns passarão e outros passarinho

Foto: Beatriz Borges Rezende
“Você conta as histórias que te habitam.”
Toumani Kouyaté (faz parte da linhagem de Djélis / griots da África do oeste. Mestres da Palavra e das Artes na África do oeste).

História Nasrudin: O oposto da verdade

 

Recontada por Fabio Lisboa

Um dia, um homem com roupas simples e o rosto coberto com um capuz adentrou a casa de chá e se dirigiu ao mestre sufi Nasrudin, buscando a verdade:

Rubem Alves: Andar de manhã


Por Rubem Alves

Durante as duas últimas semanas tenho começado os meus dias cometendo um furto. Não sei como evitar esse pecado e, para dizer a verdade, não quero evitá-lo. A culpa é de uma amoeira que, desobedecendo as ordens do muro que a cerca, lançou seus galhos sobre a calçada. Não satisfeita, encheu-os de gordas amoras pretas, apetitosas, tentadoras, ao alcance de minha mão. Parece que os frutos são, por vocação, convites a furtos: basta mudar a ordem de uma única letra… Penso que o caso da amoreira comprova esta tese linguística: tudo tem a ver com o nome. Pois amora é a palavra que, se repetida muitas vezes, amoramoramoramora, vira amor. Pois não é isso que é o amor? Um desejo de comer, um desejo de ser comido… O muro, tal como o mandamento, diz que é proibido. Mas o amor não se contém e, travestido de amora, salta por cima da proibição. Foi assim no Paraíso… Os poucos transeuntes que passam por ali àquela hora da manhã talvez se espantem ao ver um homem de cabelos brancos colhendo amoras proibidas. Mas, se prestarem bem atenção, verão que quem está ali não é um homem com cerca de 70 anos, é um menino. E como o próprio filho de Deus que disse que é preciso voltar a ser menino para entrar no Reino dos Céus, colho e como as amoras com convicção redobrada. E para que não pairem dúvidas sobre a inspiração teologal do meu ato, enquanto mastigo e o caldo roxo me suja dedos e boca, vou repetindo as palavras sagradas: “Tomai e bebei, este é o meu sangue…”. Ah! A divina amora, graciosa dádiva sacramental! Começo assim meu dia, furtando o fruto mágico que opera o milagre por todos sonhado de voltar a ser criança.

Viagem Literária 2014 - Entrevista com o Contador de Histórias

Por Fabio Lisboa

Entrevista do contador de histórias e autor Fabio Lisboa para o repórter Thiago Barreto sobre a Viagem Literária, programa da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.

Quais as suas expectativas para a Viagem Literária deste ano?

Grandes expectativas, afinal, neste ano me propus a contar a história de meu livro, O Mistério Amarelo da Noite, que é baseado em fatos que ocorreram na minha infância. Bem, claro que os fatos foram recheados de imaginação e aventura. E, na hora de contar, convido os ouvintes a se aventurarem comigo no lugar mais escuro e assustador do meu imaginário infantil: o Beco Escuro! A ideia é que, ao "entrar" neste local fictício, cada ouvinte leve tanto seus próprios medos quanto sua luminosa coragem. E assim, embarcarmos nesta Viagem Literária!

Como surgiu a vontade de se tornar um contador de histórias?

Fábula Africana: A Tartaruga e o Leopardo


Reconto da tradição oral por Fabio Lisboa

Um dia, na savana, o Leopardo, de tocaia, surpreendeu a Tartaruga. Apareceu com suas garras e dentes bem na frente da pobre e num segundo, poderia devorá-la.

- Não me mate ainda, não tenho escapatória, mas ó, grandioso e piedoso, Leopardo, conceda-me um último pedido.

- Uh, desde que não vá longe. E nem se demore. Estou com fome! Qual o seu derradeiro pedido, Tartaruga, antes que eu te devore?

- Deixe-me andar até ali e espalhar a terra.

- Está bem.

A Tartaruga deu dois passos, esfregou as patas para todo lado, depois rolou de um lado pro outro e, tanto quanto possível, saltou e caiu pesadamente no solo. Foi então de volta às garras do felino - que já estava com a boca salivante. Bem de perto, a Tartaruga orgulhosamente declarou:

- Pronto, príncipe das savanas, pode me comer.

- O prazer é todo meu, Tartaruga. Mas antes, me conte, por que este pedido tão estranho? O que fez ali?

- Quando meus filhotes verem o meu cadáver morto no chão, próximos a estas marcas, eles e os outros animais da savana saberão que a Tartaruga não se rendeu facilmente. Se lembrarão de que o menor enfrentou o maior e que, talvez um dia, uma Tartaruga possa sobreviver ao ataque de Leopardo. A minha história será lembrada e isto dará aos pequenos esperança.

Quando a pequena quelônio terminou sua fala, o grande felino não estava mais salivante e sim com os olhos úmidos. O famigerado impiedoso perdeu a fome e seu coração de Leopardo se alimentou de compaixão. Poupou a corajosa Tartaruga que o enfrentou, não com garras e dentes, mas com as bonitas palavras que saíram de sua boca.

E assim, não só a Tartaruga mas a sua história sobreviveu.

Reconto de Fábula da África por Fabio Lisboa
Referências
Livros:
Chinua Achebe – Anthills of Savannah.
Dan Yashinsky – Suddenly they heard footsteps: Storytelling for the 21st century –University Press of Mississipi, 2006.
Imagem:
"Psammobates geometricus", espécie de tartaruga de água doce, encontrada na África do Sul, ameaçada de extinção.

Sessão de Contos:
Histórias Africanas: Justiça na Savana
O contador de histórias Fabio Lisboa reconta narrativas selecionadas por Nelson Mandela (Meus Contos Preferidos), Hugh Lupton (Histórias de Sabedoria e Encantamento) e Rogério Andrade Barbosa (Três Contos Africanos de Adivinhação). As histórias escolhidas tratam de traição, justiça e redenção.

No 10º Festival A Arte de Contar Histórias nas bibliotecas públicas de São Paulo, consulte a agenda do blog sobre os locais, de 11 a 19 de outubro de 2014.

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Rubem Alves – Empatia: É assim que acontece a bondade



Por Fabio Lisboa

A experiência da leitura de Rubem Alves pode nos despertar para experiências cotidianas tanto menos indiferentes, desérticas, embotadas e solitárias, quanto mais enriquecedoras, cheias de vida, emotivas e solidárias. O autor nos convida a olhar o mundo com os olhos do outro. A sermos mais empáticos. Menos frios. A enxergar a história do outro, mesmo que seja triste.

Se o contador de histórias é a história que conta, e o outro também se conta (e se encontra) aí nesta mesma narrativa, podemos ser então, ao narrar, ao mesmo tempo, nós e o outro. E assim, neste espaço comum, com nossas emoções compartilhadas e nossa capacidade de buscar finais felizes, talvez possamos tornar a nossa história – e a do outro - menos triste.

Vistas por este prisma, narrativas podem mesmo iluminar quem está na escuridão? Podem ensinar algo a quem não quer nem saber? Acredito, como Rubem Alves, que as palavras podem, sim, ser capazes de alegrar e trazer a primavera até para as areias e gelo... E quando isso acontece...

É assim que acontece a bondade
Por Rubem Alves

Contador de Histórias/Autor no Programa Universo Literário




Pareceu-me um bate-papo sobre a vida e os contos, um conta-causos no alpendre da casa, regado à leite quente e pão-de-queijo, mas foi uma entrevista ao vivo para a rádio UFMG Educativa, Programa Universo Literário, pela jornalista, bibliotecária e apresentadora (com seu simpático sotaque mineiro) Rosaly Senra.

Falamos sobre o meu livro “O Mistério Amarelo da Noite”, sobre literatura infantil, sobre os caminhos da criação literária e do contar histórias e, também, claro, contei histórias. Uma delas de terror, que ouvi muitas vezes meu avô contar, “Sozinho no Cemitério” e a outra, um trecho do livro.

A conversa durou 18 minutos e foi realizada no dia 21 de julho de 2014.

O programa de rádio da Universidade Federal de Minas Gerais idealizado pela Rosaly Senra pode ser ouvido pela internet neste link

Espero que ao ouvir, você também se lembre das conversas com os avós, dos contos - tão saborosos quanto pães-de-queijo - lidos pelos pais ao pé da cama, dos tempos de se imaginar as histórias - tão calorosas quanto chocolate quente - ouvidas nas ondas do rádio ou nos alpendres das casas.

Consegue se lembrar? Ou imaginar? Então, conduzidos por estas ondas de outrora chegamos, enfim, no agora, não?

É só clicar:

Fabio Lisboa
Referências

O Mistério Amarelo da Noite

Nelly Novaes Coelho comenta sobre o “O mistério amarelo da noite”

O Tradicional e o Novo ao Contar Histórias

Book Trailer





Rubem Alves: Homenagem à Amizade


Por Rubem Alves

Lembrei-me dele e senti saudades... Tanto tempo que a gente não se vê! Dei-me conta, com uma intensidade incomum, da coisa rara que é a amizade. E, no entanto, é a coisa mais alegre que a vida nos dá. A beleza da poesia, da música, da natureza, as delícias da boa comida e da bebida perdem o gosto e ficam meio tristes quando não temos um amigo com quem compartilhá-las. Acho mesmo que tudo o que fazemos na vida pode se resumir nisto: a busca de um amigo, uma luta contra a solidão...

Importância dos Pés, da Boca e das Histórias - e da nossa torcida pelo Brasil - em tempos de copa


Por Fabio Lisboa

A importância dos Pés

Esta o escritor e teólogo Leonardo Boff nos conta muito bem:

"Sem os pés não teríamos o futebol para o qual os pés são tudo. É o esporte mais criativo, diverso e mobilizador que existe. É uma metáfora do que melhor podemos apresentar: a combinação feliz do desempenho do indivíduo com a cooperação do grupo. Pode ser uma verdadeira escola de virtudes: autodomínio, tranquilidade, gentileza e capacidade de perdão ao não retrucar ponta-pé com ponta-pé. Porque somos humanos, às vezes tal coisa pode acontecer. Mas não é permitida. O jogador é advertido, punido com cartão amarelo ou vermelho e até pode ser expulso.

História: Nasrudin e as contas do califa


Reconto: Fabio Lisboa

O califa contratou um contabilista que se disse honesto e exímio em contas. No dia marcado, o profissional entregou as contas num bonito papel contendo uma extensa planilha.

Todavia, quando o califa conferiu o trabalho, esbravejou:

- Se tivesse me roubado, mandaria que lhe cortassem a mão, mas como você errou alguns cálculos desta planilha, vai ter que comê-la!

Enquanto o descuidado contador cumpria seu castigo, o califa mandou chamar Nasrudin, este sim um mestre em matemática e honestidade.

- Nasrudin, vocé é capaz de me entregar as minhas contas de forma impecável?

- Sem dúvida, senhor, como 2 e 2 são 4.

Depois de alguns dias, Nasrudin voltou à presença do califa e lhe entregou as contas. O homem ficou surpreso:

- O que é isso, Nasrudin? Você escreveu as contas num pão sírio?

- É que além de honesto e bom em contas, sou também prevenido, senhor.
  
História da tradição oral sufi - Reconto: Fabio Lisboa

Referências
Livro: 200+ Mulla Nasrudin Stories and Jokes – OHEBSION, Rodney (Kindle edition – loc 103)

Foto: Manuscrito islâmico contendo números e versos baseados no Alcorão parte de um gris-gris – amuleto africano. http://abudervish.blogspot.com.br/2013_01_01_archive.html

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História Nasrudin: As aparências enganam


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História Nasrudin: As aparências enganam



O manto, o turbante e o jantar

História da tradição oral sufi recontada por Fabio Lisboa

Nasrudin foi convidado para um jantar suntuoso no palácio do emir. O mulá apareceu ao banquete de gala montado em sua mulinha, com suas roupas mais simples e surradas. Nem é preciso dizer que ele sequer conseguiu passar do portão de entrada vestido daquele jeito.

História Nasrudin: O Sermão


Ilustração: Bryn Barnard
Reconto: Fabio Lisboa

A fama de Nasrudin de ser um homem sábio se espalhou até que um dia o mestre sufi foi chamado a proferir um sermão na mesquita de um vilarejo. Ele concordou.

No dia combinado, numa sexta-feira, dia das orações, Nasrudin subiu ao púlpito e disse:

‘Boa tarde! Vocês sabem sobre o que eu vou falar?’

‘Não, não sabemos.’ – disseram todos.

História real: Gato herói salva criança


Por Fabio Lisboa - baseado em reportagem ABC News

O que leva um ser a arriscar a própria vida por outro? Mesmo que este outro seja de outra espécie? Mesmo que o salvador seja de uma espécie que tem fama de "cuidar somente do próprio nariz", que história é essa? Bem, quem já salvou ou adotou qualquer tipo de bicho, em especial mamíferos, como gatos, sabe que a história é outra.

O menino Jeremy Triantafilo, de 4 anos, está na frente de sua casa quando, de repente, é atacado e arrastado violentamente pelo cachorro do vizinho.

História: O sentido da vida


História da tradição oral japonesa recontada por Dan Yashinsky

Nesta história zen, o discípulo pergunta ao mestre:

- Mestre, qual o sentido da vida?

SLAP!

O professor estapeia o aprendiz... E diz:

- Como você ousa trocar uma pergunta tão bonita quanto essa por uma resposta?


História zen recontada por Dan Yashinsky - tradução e adaptação: Fabio Lisboa


Referências
História ouvida na oficina de Dan Yashinky durante o Boca do Céu – Encontro Internacional de Contadores de Histórias 2014

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Fazer os humanos mais humanos


Uma história real e reflexões sobre contar histórias, aproveitar o tempo e nutrir os filhos de afeto enquanto ainda é tempo

"Siga sua lenda, não perca tempo."
Geofrey Chaucer

"Contar histórias desperta a confiança da criança - bem no fundo de cada um de nós vive uma matriz nutridora de segurança e calor. No reino das histórias podemos explorar e afirmar as mais altas e melhores qualidades que sentimos com os cuidados maternos e recriar esse ideal impecavelmente sábio, belo e generoso."
Nancy Mellow

Por outro lado, em oposição à descrição de "Boa Mãe" de Nancy Mellow, ao abdicar de contar histórias, ao não ser generosos a ponto de doar uma boa porção de nosso tempo integralmente aos filhos, deixamos de lhes apresentar ideais de beleza, sabedoria, e de lhes prover de coragem para enfrentar os momentos de solidão. Não compartilhar momentos de entrega total ao seu mundo lúdico como fazemos ao contar histórias e brincar, é como deixá-los em meio à desertos afetivos, sem provê-los de elementos essenciais à sobrevivência humana em ambientes amorosamente isolados ou emocionalmente inóspitos.

Estrelas cadentes podem realizar desejos

Eta Aquarídeos registrados em 2013 na Austrália pelo astrofotógrafo Colin Legg
Estrelas cadentes podem, sim, realizar desejos. Principalmente se o seu desejo é ver estrelas cadentes e você não mora numa cidade encoberta pela poluição, pela luminosidade excessiva e está lendo isto no tempo certo (duplamente) - ou seja, em noites com o céu aberto e na primeira semana de maio de 2014. Neste período,  rastros do cometa Halley, 28 anos depois de sua passagem 56 milhões de quilômetros rente ao nosso planeta, voltam a cair na Terra criando um chuva de meteoritos, mais poeticamente conhecidos como estrelas cadentes.
  
Mas se não estiver lendo este post no “tempo certo” e nem na cidade certa saiba que você também pode enxergar estrelas cadentes, realizar desejos e até desanuviar um céu nublado. E tudo começa com uma história.

Boca do Céu 2014 – Inscrições, Programação e Histórias do Encontro Internacional de Contadores de Histórias



Como sempre, a maravilhosa programação do Boca do Céu é toda gratuita. Dessa vez, além das atividades na Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – São Paulo – SP, próxima ao metrô Tiradentes), parte da programação ocorre no Instituto Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149 – São Paulo/SP – próximo ao metrô Brigadeiro).

As inscrições para as oficinas ocorrem de 7 a 14 de abril diretamente pelo site Boca do Céu (links seguem abaixo). Para o restante da programação, normalmente são distribuídas senhas no dia, uma hora antes de cada atividade.

Veja a seguir o que diz a idealizadora e curadora Regina Machado sobre a edição 2014 e, no final do post, algumas histórias de mestres contadores de histórias que já passaram em edições anteriores pelo Boca.

Roger Mello vence o Prêmio Hans Christian Andersen 2014


Roger Mello é o ilustrador brasileiro ganhador do Prêmio Hans Christian Andersen 2014, equivalente ao Nobel da Literatura Infantil e Juvenil!

Isso é história

Silvester Stallone - Rambo III
por Fabio Lisboa
sobre projeto de Oldimar Cardoso

O que é história? Por que a gente estuda na escola a matéria chamada “história”? O que o terrorismo tem a ver com justiça e liberdade? O que Osama bin Laden tem a ver com Rambo? O que o blog “Contar Histórias” e os narradores orais tem a ver com tudo isso, rs? E afinal, o que fazemos, contamos estórias ou histórias?