Aqui você encontra a arte de contar histórias (storytelling)
entrelaçada à educação, literatura, brincar, educação ambiental e cultura de paz.

História: Amor ao próximo

Ilustração: KRISTINA NAGY em Histórias da Bíblia Para Crianças (p. 107).
 Jesus ensinava ao povo quando um religioso, testando-o, disse: - Mestre, que farei para alcançar a vida eterna?

O Mestre respondeu ao sacerdote com uma pergunta: - O que está escrito na lei de Deus? Como você lê o que está escrito?

Respondeu assim o sábio das leis de Deus: - Amará ao Senhor Deus de todo o coração e ao próximo como a si mesmo.

- Respondeu bem; faça isso e viverá o sagrado eterno.

- Mas afinal, mestre, quem é esse “próximo” que devemos amar? O meu próximo é quem está perto de mim, como o meu vizinho, ou também quem está perto da minha religião, do meu sangue ou da minha pátria?

Jesus respondeu com uma parábola...

Crônica: “Em vez de lutar contra as sombras acenda uma luz.”


O bombardeio de notícias, filmes e games violentos faz a nossa subjetividade esfacelada. Queremos erguer muros, vestir armaduras e capacetes à prova de lâmpadas fluorescentes que subitamente explodem em nossa face.


Pretensamente protegidos, queremos jogar contra o outro. Adultos X crianças, meninos X meninas, ricos X pobres, capitalistas X comunistas, corintianos X palmeirenses, judeus X muçulmanos, cristãos X pagãos, ciência X religião... Sempre haverá colisões enquanto a subjetividade humana for moldada por divisões superficiais, materiais e interiores.

No entanto, mesmo no meio de noites escuras, alguns se aventuram além dos muros pessoais e olham os outros sem capacete. Veem além de estigmas econômicos, sociais, culturais e moralistas, veem espiritualidade, veem outros como humanos. Veem reflexos de brilhos nos olhares.

Para ver o outro como igual é preciso antes, se ver humano. Mortal. Imperfeito. Sem vidas infinitas. Sem armas espetaculares.  As armas são as simples ações do dia-a-dia e estas ações podem ser dignas de milhares de heróis humanos. Em cada escolha um ato heróico, vestindo, comendo, plantando, reciclando, compartilhando histórias, brincando, pacificamente revolucionando a própria mente.  Não acho impossível que milhões destas ações possam mudar bilhões de seres vivos.

Foi muito bom conhecer pessoas que andam por aí revolucionando sem capacete! Pessoas que lutam contra a escuridão acendendo luzinhas. Para histórias, ações e iluminações, podem contar: conosco (rs), a turminha da vila : ) *
  
Juliana, bela reflexão e obrigado pelo link! Camila, obrigado pelo convite!

Abs,
Fabio

“A divisão entre os homens é uma projeção em escala coletiva da divisão que há dentro de você mesmo.”
Arnauld Desjardin
“Em vez de lutar contra as sombras acenda uma luz.”
Princípio da celebração judaica de Chanucá  - Associação Beneficente Beit Chabad


* A Turminha da Vila é formada por crianças residentes em regiões de vulnerabilidade social e econômica que recebem atendimento educacional e religioso na igreja Batista da Vila Nova Cachoeirinha, zona Norte de São Paulo. Um grupo de amigos jornalistas ajudou a organizar a festa de fim de ano da Turminha da Vila e eu fui convidado a participar do evento... contando histórias, claro.

Crônica inspirada na reflexão pós-evento de Juliana Ricci em sua nota no facebook: A guerra está dentro de nós http://www.facebook.com/notes/juliana-ricci/a-guerra-esta-dentro-de-nos/175942809097657

FOTO:
Velas na Igreja de Notre Dame – Paris, França
Fotografia de Air Jordi (www.flickr.com/photos/airjordi)

Fotos da Turminha da Vila na Festa de Natal por Melina Moulaidis:
http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1749017962445&set=a.1749016322404.107523.1148713763

Festa de Natal 2010 - Turminha da Vila na expectativa dos presentes

Festa de Natal 2010 - Turminha da Vila canta pela PAZ

Como contar histórias e ler para crianças


7 Dicas de Leitura do Programa Ler Faz Crescer destrinchadas pelo Blog Contar Histórias

1.       Encontre um espaço aconchegante.
O espaço ideal para se contar histórias deve ser um local reservado, sem muita interferência sonora e visual externa como conversas e aparelhos eletrônicos ligados. No entanto, não se prenda ao ideal e literalmente crie “espaços aconchegantes” no sofá, no tapete, no ônibus, na grama, embaixo de uma árvore, na cama (ou embaixo dela), numa sala de aula (ou de espera :).

2.       Assuma o lugar de leitor e a alegria de compartilhar a narrativa.
Faça da leitura um momento de troca afetiva e de prazer para ambos (leitor e ouvinte).

3.       Escolha histórias que te encantam.
Fuja das narrativas que considerar infantilizadas ou rebuscadas demais para o seu ouvinte (e para você mesmo).  Ao escolher contos que te fascinam, a chance do teu ouvinte se fascinar é maior.

4.       Dê vida às histórias.
Use seu corpo, inclua gestos e expresses faciais acompanhando os personagens e o seu fluxo de emoções ao longo do conto.  Tente diferentes timbres de voz para diferenciar os personagens e o narrador. Explore o ritmo de sua respiração e a velocidade da narração de acordo com os momentos crescentes de tensão da narrativa. Use entonação de voz para enfatizar os sentimentos dos personagens e do narrador.

5.       Envolva o ouvinte.
Pergunte coisas para perceber se o seu ouvinte está acompanhado o enredo e para facilitar a identificação do mesmo com sentimentos, atitudes, fraquezas e valores presentes na narrativa do livro escolhido. As crianças adoram brincar pois numa brincadeira elas são os personagens principais desta ação. Ao envolver as crianças numa narrativa a ponto de fazê-las se sentirem como sujeitos atuantes, ouvir histórias pode virar uma gostosa brincadeira!


6.       A experiência com a escuta PODE começar e terminar com a própria narrativa.
Nem sempre é preciso buscar justificativas, explicações, pretextos. No entanto, acredito que os momentos de escuta podem ser ampliados sim, para além do momento da contação de histórias. Os momentos de reflexão, de (res)significação dos sentidos podem ser vividos antes e após a narração, e mesmo em experiências cotidianas futuras.


7.       A leitura de um texto não se esgota em uma primeira leitura.
Experiências futuras podem não ter aparentemente relação com o texto lido, mas o ouvinte pode passar por situações em que fará sozinho (ou estimulado) as devidas conexões. Esta vivência possivelmente suscitará a vontade de ouvir uma releitura do texto lido, que na segunda, terceira e enésima vez virá carregada de novos (e aprofundados) sentidos. A releitura faz com que os ouvintes iniciantes sintam-se seguros, exercitem sua memória e pratiquem também sua capacidade criativa ao pensar sobre atitudes diferentes dos personagens e desfechos alternativos.

Texto: Fabio Lisboa - baseado nas Dicas de Leitura do Programa Ler Faz Crescer da Fundação Itaú Social

Saiba mais sobre o kit do Programa Ler Faz Crescer da Fundação Social Itaú e Peça livros infantis grátis.

Peça livros infantis grátis

Banco Itaú já dou 8 milhões de livros e promete mais no Projeto Ler Faz Crescer


O projeto “Ler Faz Crescer”, iniciativa do Banco Itaú/Fundação Itaú Social, desde 11 de outubro de 2010 já distribuiu 8 milhões de livros infantis. O kit, que qualquer cidadão brasileiro pode pedir gratuitamente, contém 1 folheto explicativo do projeto (que inclui dicas simples para os pais e professores sobre como contar histórias), 4 livros de histórias infantis em formato reduzido e um adesivo.

Os 4 livros escolhidos abarcam: Parlendas, Poesia, Conto de fada e Lenda Popular. São eles:

·         O jogo da parlenda, de Heloísa Prieto (Companhia das Letrinhas),
·         Bem-te-vi e outras poesias, de Lalau e Laurabeatriz (Companhia das Letrinhas),
·         Os três porquinhos (Girassol),
·         Lobisomem (Girassol).

Para ganhar o kit, acesse o site www.lerfazcrescer.com.br e preencha os seus dados no link “peça seu kit”.

Os livros serão entregues em todo o Brasil enquanto durar o estoque. Segundo a Fundação Social Itaú, os 8 milhões de livros gratuitos prometidos já se esgotaram, mas eles estão preparando mais exemplares (não divulgaram quantos) e por isso ampliaram o prazo de entrega para até 45 dias.

Nas próximas postagens comento sobre as dicas e os livros.