Aqui você encontra a arte de contar histórias (storytelling)
entrelaçada à empatia, mediação de leitura, educação, brincar, sustentabilidade e cultura de paz.

Nasrudin and the Plague


Long time ago, or not, the Plague was on its way to the city when it bumped into mullah Hodja Nasrudin.


- Where are you going so fast? - asked the mullah.
- To the city.
-What are you up to?
- I’ll take one thousand lives.

Returning from the city, the Plague met Hodja again. He was angry at the it:

- You told me you would take one thousand but you took ten thousand lives.
- No, said the Plague. I took one thousand. All the rest was taken by Fear. 

Retold by Fabio Lisboa

Note: not being afraid is different from not being cautious. At this moment, 03/16/20, we have the chance to stop COVID19 (Corona Virus) spreading exponentially in Brazil, Canada (where I write this tale retold and this message of appeal) and other countries.

In order to previne contagious we should spontaneously stay away from each other for a while. In this voluntary self isolation, stories are a safe house to keep us company. 

Getting informed, remembering and reminding people of precautious actions (and acting!) can actually save lives: Always wash your hands and face. For now, don't touch hands, hug or kiss when greeting someone. Always wash your hands and face, blowing your nose. If soap and water are not available, at least disinfect your hands. Whenever possible, avoid crowds, social gatherings in general, and even visits to elders. They are the most vulnerable group. But be sure to call them and use other tools in the connected world to do so. 

Think that every responsible and cautious act is saving lives. Value and support initiatives (currently, online) done by artists and other professionals who, as Brazilian singer Milton Nascimento sings, “have to go where the people are”.

And when the plague is over, let us go back to the storytelling gatherings that bring people together to make them pulse around the heart of the Healing Word.

Nasrudin e a Peste



Recontado por Fabio Lisboa

Há muito tempo, a Peste estava a caminho da cidade quando esbarrou no mulá Nasrudin:

  - Aonde você está indo tão rápido? - perguntou o mulá.
  - Para a cidade.
  - O que vai acontecer lá?
  - Eu vou tirar mil vidas.
  Retornando da cidade, a Peste encontrou novamente Nasrudin. Ele estava bravo com ela:
  - Você é uma peste mesmo, me disse que iria até a cidade e levaria mil, mas foi até lá e tirou dez mil vidas.
  - Não, disse a Peste. Eu levei mil. Todo o resto foi levado pelo Medo.

  Recontado por Fabio Lisboa

Em tempo: não ter medo é diferente de não ter precaução. Aliás, sobre isso, também há muitas histórias da sabedoria sufi (inclusive esta aqui, postada no blog (http://www.contarhistorias.com.br/2014/06/historia-nasrudin-e-as-contas-do-califa.html). Neste momento, 16/03/20, temos a chance de não deixar o COVID19 (Corona Virus) se espalhar de modo exponencial no Brasil, Canadá (de onde escrevo este reconto e esta mensagem de apelo) e outros países.

A fim de prevalecer contagioso, devemos espontaneamente ficar longe um do outro por um tempo. Neste isolamento social voluntário as histórias são um bom refúgio para nos fazer companhia.
Estar bem informado, se lembrar e lembrar as pessoas de certas ações que podemos fazer pode realmente salvar vidas: Lave as mãos e o rosto sempre. Por hora, não toque as mãos, abrace ou beije ao cumprimentar alguém. Lave sempre as mãos e o rosto, assoando o nariz. Se água e sabão não estão disponíveis, ao menos desinfete as mãos. Sempre que possível, evite aglomerações, reuniões sociais em geral, e mesmo visitas a pessoas mais velhas. Elas são as mais vulneráveis. Mas não deixe de ligar e usar outras ferramentas do mundo conectado para tal. 

Pense que em cada ato responsável e precavido está salvando vidas. Valorize e apoie iniciativas (neste momento, online) de artistas e outros profissionais que, como canta Milton Nascimento, “têm que ir aonde o povo está”.

E quando a peste passar, que voltemos a frequentar as sessões de contos contados em voz alta que reúnem pessoas fazendo-as pulsar em torno do coração da Palavra que Cura.

A profissão do Brincar em curso: Primeiro Encontro de Agentes do Brincar



por Fabio Lisboa

Oferecer uma formação profissional gratuita para pessoas que trabalham de muitas formas pelo direito de brincar. O objetivo da IPA (Associação Brasileira pelo Direito de Brincar e à Cultura), segundo a fundadora, Marilena Flores, de fazer “desta ocupação uma profissão”, de “Semear o Brincar” vem sendo cumprido por tantos semeadores... incluindo profissionais das áreas de educação, saúde, turismo, comunicação dentre tantas outras que se unem neste objetivo comum, advogando por ele. Comemoramos em 15/02/2020, na simbólica plenária da câmara municipal de São Paulo: 239 Agentes do brincar formados em 11 turmas! E tenho a honra de ter sido para todas elas o professor da aula de Imaginário Infantil: Contação de Histórias.