Aqui você encontra a arte de contar histórias (storytelling)
entrelaçada à educação, literatura, brincar, educação ambiental e cultura de paz.

Mafalda e o que as pessoas esperam do ano novo

Mafalda by Quino


Que nós não esperemos para fazer o mundo melhor que esperamos...



Que os mundos utópicos se façam mais presentes e sejam mais reais do que os catastróficos...


Que sejamos inspiradores em nossa jornada para: Desmistificar fins-de-mundo e tornar reais mundos-míticos...


Que nos encontramos por lá!

Abs,
Fabio Lisboa
www.contarhistorias.com.br

Conecte-se:

Em Janeiro no Blog Contar Histórias
As melhores postagens do ano reunidas em temas para serem descobertas ou relidas.

Referência:
Tirinha: As pessoas esperam que o ano que está começando seja melhor que o anterior / Aposto que o ano que está começando espera que as pessoas é que sejam melhores

10 ANOS COM MAFALDA - QUINO - Tradução de Monica Stahel - editora WMF Martins Fontes
Neste álbum aparecem todas as tiras da Mafalda produzidas por Quino durante os dez anos em que manteve viva sua mais famosa criação. Aqui as historietas são ordenadas por temas: a família, a escola, a rua, assim está o mundo, etc., o que pode facilitar sua exploração na escola. “Não importa o que eu penso da Mafalda, mas sim o que ela pensa de mim.” - Julio Cortázar

Tem dias que o que a gente mais precisa é de uma boa história

Foto: Cherry_fruit_loop
Servos, senhores, um amigo contador de histórias e o verdadeiro Mestre
Tem dias que o que a gente mais precisa é de algo sagrado... Mas como viver algo assim, eterno, no mundo do aqui-e-agora? Tem dias que o que a gente mais precisa é de uma massagem nos pés... Mas onde encontrar alguém (profissional não vale!) disposto a fazer isso por nós (como um ato de gentileza, de amor ou de amizade)? Tem dias que o que a gente mais precisa é contar o que se passou conosco... Mas quem estaria disposto a nos ouvir de fato?

Tem dias em que só encontramos espinhos pelo chão, portas e ouvidos fechados... e nestes dias de pés sujos e feridos é bom lembrar de histórias de pessoas que passaram por situações tão ásperas quanto as nossas e que encontraram reconforto nas palavras e ações de um grande mestre...


Era uma cidade onde as portas eram recobertas de espinhos e as pessoas eram ainda mais duras, indiferentes e hostis do que as portas. Uns tinham medo dos outros. Um império impunha as leis da vida e a cultura. Neste lugar inóspito o inimigo estava fora e dentro das casas.

História: Dois bodes cooperativos e uma ponte estreita


por Fabio Lisboa

De um lado da ponte um cooperativo. Um bode. Com patas fortes e flexíveis o suficiente para subir montanhas, desviar de pedras e não cair de pontes sinuosas. Do outro lado da ponte, outro cooperativo. Outro bode. Com outras patas fortes e flexíveis.

Os dois queriam conhecer um novo horizonte do outro lado da ponte. Só que a ponte era estreita, escorregadia e sinuosa. Mas os dois bodes gostavam de ajudar os outros. E naquele dia os bodes acordaram com o nascer do sol e tentaram a sorte. Como o sol nasce pra todos daquele lugar na mesma hora, os dois cooperativos chegaram bem na mesma hora. Sorte a deles!

Contar Histórias antes de dormir: não há pesadelo que resista

Foto: shutterbug_iconium
 Quando o medo vai embora e o amor fica


A família gato prepara-se para dormir. Mamãe-gato aconchega o filhote entre as patas. O gatinho descobriu um monte de coisas novas durante o dia. Mas será que de noite ele vai ter medo do escuro? Será que o bichano vai sonhar com seus aprendizados e aventuras diurnas? Talvez ele tenha aprendido que não se brinca com cachorros treinados para atacar. Talvez ele tenha aprendido isso de forma brusca com um ferimento grave ou trágica com a morte de um de seus irmãos-gato. Pode ser que ele tenha subido onde era alto demais ou engolido algo que não devia.

História: Dois bodes cabeça-dura e uma ponte estreita



Recontada por Fabio Lisboa

De um lado da ponte um cabeça-dura. Um bode. Com aqueles chifres bem duros grudados na cabeça. Do outro lado da ponte, outro cabeça-dura. Outro bode. Com outros chifres inflexíveis que não saiam da sua cabeça.

Os dois queriam conhecer o horizonte do outro lado da ponte. Mas a ponte era estreita e escorregadia. E os dois birrentos. E briguentos. E todos os dias os bodes acordam com o nascer do sol e tentam a sorte. O problema é que, como o sol nasce pra todos daquele lugar na mesma hora, os dois teimosos chegam sempre na mesma hora. Azar, neste dia, como em muitos outros:

Um cabeça-dura começa a dura travessia pela estreitíssima ponte.

Do outro lado, ao mesmo tempo, o outro cabeça-dura começa a dura travessia no estreitíssimo sentido oposto.