Aqui você encontra a arte de contar histórias (storytelling)
entrelaçada à educação, literatura, brincar, educação ambiental e cultura de paz.

Semana Mundial do Brincar 2011



De 23 a 29 de maio, a Aliança pela Infância promove e incentiva a realização de uma programação variada de brincadeiras, oficinas, palestras entre outras atividades pelo Brasil. Em São Paulo, com a parceria da UMAPAZ (Universidade Livre do Meio Ambiente e da Cultura de Paz) realiza brincadeiras tradicionais, contação de histórias e um tour lúdico pelo Parque do Ibirapuera. De segunda a sexta haverá espaços para grupos de crianças na UMAPAZ. No final de semana, a parceria irá para os parques da Cidade, com monitores que participarão, com crianças e adultos, de brincadeiras tradicionais.

Aliança pela Infância
É um movimento mundial - Alliance for Childhood - uma rede que atua facilitando a reflexão e a ação das pessoas que se preocupam com o cuidado e com a educação das crianças.

Nasceu em 1997 na Inglaterra a partir da preocupação de um grupo de pessoas com a situação da infância no mundo contemporâneo: a falta de espaços para brincar, o consumismo desenfreado, a pressão escolar precoce, entre outros desafios.

No Brasil, a Aliança pela Infância iniciou suas atividades em 2001 a partir da iniciativa e empenho de Ute Craemer e Adriana Friedmann. Em torno da preocupação com a infância unem-se organizações, grupos, instituições, movimentos sociais, indivíduos e investimentos financeiros com o máximo de dedicação, comprometimento, eficiência e difusão.

A Aliança é uma rede onde cada pessoa procura, conforme seu âmbito de influência, fazer sua parte para ajudar na realização das metas compartilhadas.

Contar histórias e formar o leitor: entrevista para o Instituto Aletria

Fabio Lisboa conta histórias na bilioteca Arnaldo Giacomo


“Quando as primeiras bibliotecas surgiram, havia um zzzzumm, zuzzzum, zzzzumm. Então, uma aranha, muito irritada com o vento causado pelo zumzumzum, que arrebentava os fios delicados de sua teia, fez:

“Shhhhhh”

E como o zunido continuasse, a aranha fez aquilo que fazia de melhor, que era o mesmo que a mãe dela fazia de melhor e que a avó dela fazia de melhor: ela teceu, grudando os lábios zunidores para que houvesse silêncio. 

E as bibliotecas tornaram-se casas silenciosas, onde pessoas silenciosas davam passos silenciosos, abriam livros silenciosos e liam silenciosamente.” 


O entrevistador João Camilo começa com esta provocação às bibliotecas, especialmente as que ficam às moscas, cheias de teias de aranha nas estantes e nas bocas dos visitantes porque só investiram em livros e não na formação do leitor.

Antes de o leitor curtir o silêncio de uma biblioteca e aproveitar os diálogos internos que um livro proporciona, é preciso que ele seja apresentado ao diálogo externo de um livro mediado por uma voz que dará clareza, fluência e emoção ao texto. Assim, o que era um intrincado amontoado de palavras para o leitor iniciante passa a ter sentido e despertar a vontade de descobrir mais.

Nesta entrevista o Instituto Aletria aprofunda este e outros temas provocativos

O uso da contação de histórias em bibliotecas traz mesmo o futuro leitor para o livro? Na sala de aula, quais os limites das histórias? O que elas podem ensinar e o que elas não podem? Incentivo a leitura é formar escritores também?

Ao contar histórias de origem literária, é melhor modificar ou manter-se o mais próximo do original? Como o texto escrito é inspirado pela contação de histórias (e vice-versa)? Qual é a história campeã?

Leia a entrevista neste link 
Aguardo seus comentários aqui e acolá, rs!

Conto de fadas real: Príncipe William e Kate Middleton e as histórias de encantamento




Por que dois bilhões de pessoas assistiram ao casamento do príncipe William e Kate (ops, sorry), digo, Princesa Catherine? Será que o mundo atual carece de beleza, sonhos de príncipes realizados, valores cavaleirescos (e cavalheirescos), amor verdadeiro, realeza e histórias de encantamento?

Será que todos nós queremos assistir a um conto de fadas se tornando real? Será que todos queremos saber o que acontece de fato depois do “casaram-se e viveram felizes para sempre”. Em “O fantástico mistério da Feiurinha”, Pedro Bandeira pergunta:

Mas o que significa “viver feliz para sempre”?  Significa casar, ter filhos, engordar e reunir a família no domingo para comer macarronada? Quer dizer que a felicidade é não viver mais nenhuma aventura? Nada mais de anõezinhos, maçãs envenenadas e sapatinhos de cristal? Como é que alguém pode viver feliz sem aventuras?