Aqui você encontra a arte de contar histórias (storytelling)
entrelaçada à educação, literatura, brincar, educação ambiental e cultura de paz.

Gentileza gera gentileza



Palavras Mágicas e o Bumerangue da Gentileza


“Assim como o sol derrete o gelo, a gentileza evapora mal entendidos, desconfianças e hostilidade.” Albert Schweitzer

Palavras Mágicas

Ao contar histórias, peço que os ouvintes me digam se seriam capazes de inventar ou se lembrar de uma “palavra mágica” para abrir um portal de tesouros (seja de Ali Babá, seja de reis, dragões, cavaleiros guardiões...). E cada vez que, em vez de “abre-te Sésamo”, “abra-cadabra” ou “alakazam”, alguma criança diz espontaneamente: “Por favor!” tenho certeza de que ainda há esperança para o futuro da humanidade.

“Por favor”, “obrigado”, “com licença”, “desculpe”, “bom dia”.

São cinco dentre tantas outras palavras de gentileza que fazem mágica acontecer. Especialmente se as dissermos com sinceridade. Principalmente se acompanhadas de nossas ações gentis, generosas, compassivas. Assim, a magia do amor se espalha e, dali a pouco, algum tipo de alegria volta para nós, fazendo constantemente o mundo mais bonito. É o que os sábios chamam de “círculo virtuoso”.

Já dizia o Profeta Gentileza: “Gentileza gera gentileza”.

Desejo a todos nós, moradores deste nosso mundo que gira sem parar, um ano gerador (e girador) de gentileza, amor, palavras mágicas, beleza...

Fabio Lisboa

O Bumerangue da Gentileza – Life Vest Inside - Um Dia
(clique no ícone da direita, ao lado do logo Youtube, para assistir em tela cheia)

Referências
Life Vest Inside - Kindness Boomerang - "One Day"
Life Vest Inside – because kindness keep the world afloat.
Salva-Vidas Interno – Porque a gentileza mantém o mundo a salvo.

Imagem:
José (Agradecido) Datrino (mais conhecido como Profeta Gentileza)


Gentileza no Facebook:

Músicas:
Gentileza - Marisa Monte
One day – Matisyahu (letra e tradução)

Frases:

Conto de Natal: O Suave Milagre



 
Recontado por  Fabio Lisboa
Inspirado no Conto “O Suave Milagre” de Eça de Queirós
e trechos selecionados da Bíblia Sagrada

No tempo em que Jesus andou pela terra muitos o procuraram, nem todos o encontraram.

O andarilho chegou faminto à próspera Enganim, cidade que na língua hebraica significa “nascente de jardins”. Em busca de trabalho em troca de algum denário, abrigo e comida, foi direto à propriedade do famoso senhor fazendeiro Obede.

Acontece que as terras de Obede ressecaram tanto quanto o seu coração. O velho rico não queria mais saber de gastos. Ofereceu apenas comida e uma cama de palha junto aos animais em troca dos serviços de sol-a-sol do pobre viajante.

Feira do Livro da USP 2012



14ª Festa do Livro da USP – 2012

As editoras que participam trazem os livros com, no mínimo, 50% de desconto!

Em 2012, a Festa do Livro da USP será realizada em dezembro, nos dias 12, 13 e 14, das 9 as 21h, na Escola Politécnica da USP.

Localização:
Escola Politécnica | USP - Prédios da Mecânica, da Civil e do Biênio

Acessos: bolsão da Poli
Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3 ou
Av. Prof. Mello Morais próximo a Mecânica

A lista das editoras que participaram da 13a Festa do Livro está no site da EDUSP: http://www.edusp.com.br/EditorasFestadoLivro2011.htm

2012 Histórias para impedir o fim do mundo, 12-12-12, das 12 as 12h...


O  Fim dos Tempos no Calendário Maia:


- Aqui só coube até 2012.
- Há! Isto vai assustar alguém algum dia.

Outro dia li em fonte segura (uma charge numa rede social) que muitos brasileiros enviaram cartas à Deus sobre o fim do mundo, alertando-Lhe que o Brasil não estaria preparado para receber um evento deste porte, portanto, seria melhor cancelar.

Gostaria de acrescentar que, para contribuir na decisão positiva em favor da continuidade do mundo, os contadores de histórias paulistanos (e também os espalhados pelo Brasil e quiçá pelo mundo) vão tentar impedir este evento usando a arma que dispõe: as histórias!

Participe! Envie o relato de sua atividade para os idealizadores da ação - Biblioteca Belmonte (como Antônia Andréa de Souza) no e-mail (bmbelmonte@yahoo.com.br). O objetivo é que - com o perdão pela cacofonia - a contagem das contações compute (no mínimo) 2012 contos! Deixe também um comentário no blog Contar Histórias! Foi muito bom viver este tempo com vocês, então, que a vida (e a vida de nossas histórias) continue...

Biblioteca Belmonte - Temática em Cultura Popular
V MARATONA DE CONTAÇÃO de HISTÓRIAS
12 do 12 do 12, das 12 às 12h: ANTES QUE O MUNDO ACABE

Valendo-se de uma data que só acontece uma vez a cada século, a Biblioteca Belmonte, realizará em dezembro próximo, a 5ª. edição da maratona: NÃO SÃO 12 NEM 112, SÃO 2012 HISTÓRIAS CONTADAS NO DIA 12 DO 12 DO 12 DAS 12 ÀS 12. A Maratona de contação envolve contadores de todo Brasil e até da Europa: Alicce Oliveira do MS, Rosane Castro de RS, Danilo Furlan de PR, Alessandra Visentim de MG, Helo Bachette do RS, Francisco Gilson e Josy Pereira do CE, além de grandes contadores de SP e da França, que narrarão contos de despedidas partidas e fim-de-mundo de hora em hora, para público agendado, a partir das 23 h começa a VIGÍLIA que será finalizada às 03 da manhã do dia 13/12, no Auditório da Belmonte, quando haverá o “Happy hour da Madrugada, pro dia nascer feliz"!!! para todos os presentes. 

Dia 12/12, quarta-feira, a partir das 12h.
Biblioteca Belmonte - Temática em Cultura Popular
Rua Paulo Eiró, 525, Santo Amaro, São Paulo, SP - Tel: 5687 0408.

+ Sobre Outra Programação Cultural da Semana:
Saravau Celebração no Paço do Baobá - espaço cultural de Regina Machado.
Dia 15 de dezembro (sábado), 2012.
19:30 h
Rua Michael Kalinin, 68
Entrada: R$ 20,00
Cantorias, histórias, convidados especiais...
Contadores: Regina Machado, Bebel, Cristiana Ceschi, Fabio Lisboa, Gabriel, Julia Grillo, Mafuane Oliveira, Marina Bastos, Thomas Howard.

+ Sobre Outros Eventos 2012, 2013, 2023...
Consulte a Agenda

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VOOK: ele pode mudar a vida de leitores e o rumo da literatura



Por Vivian Rio

A cada novidade tecnológica, um novo termo é criado. Essas novas palavras que vão tomando conta do vocabulário do dia a dia são os chamados neologismos. Mouse, googlar (buscar no Google), e-book, twitter (e suas derivações, como tuitar –aportuguesado – twittiqueta) são alguns exemplos.

A mais recente novidade no vocabulário é o termo “vook”, denominação à última inovação na leitura. O “vook” é o book tecnológico-visual, em que há a convergência de livro escrito, vídeos de alta qualidade e o poder da internet em uma mesma história.

O Tradicional e o Novo ao Contar Histórias

Quem vence a batalha da linguagem:
O contato narrativo humano ou a tecnologia audiovisual?

Os novos meios e tecnologias (TV, videogames, Internet...) afastam as crianças e jovens de ouvirem histórias e lerem livros? Os pais e professores devem proibir, ignorar ou encontrar conexões entre as tradicionais e novas linguagens?

O mestre de contadores de histórias Dan Yashinsky nos lembra que a discussão do Tradicional x  o Novo ao Contar histórias não é nova...

O rei chamou o seu filósofo para refletirem sobre o mais novo invento do reino. Era algo que faria as pessoas se lembrarem do que ouviam. Uma invenção que faria com que os textos declamados fossem perpetuados intactos para gerações futuras mesmo depois dos aedos[1], portadores da palavra, morrerem.

Essa nova tecnologia chamava-se “escrita”. Debatiam o filósofo e o rei, no entanto, se fosse mesmo implantada essa reengenharia na comunicação, mudanças graves poderiam ocorrer: a começar pelo aedos, que perderiam os empregos! E o pior, no futuro, sem ter os contos como ponto de encontro, sem ter mais o que contarem umas às outras, mesmo juntas, num mesmo ambiente, as pessoas ficariam isoladas! Mas e os benefícios, valeriam a pena?

O aprendizado da escrita permitiria mesmo aos súditos do rei se lembrarem do que ouviam? Ou os faria esquecer ainda mais rápido? Afinal, quem soubesse decifrar os códigos de um texto não precisaria mais prestar atenção ao que ouvia...

Qual o momento exato em que a noite termina e o dia começa?



História da Tradição oral - Reconto: Fabio Lisboa

Esta é a pergunta que fez o sábio mestre aos seus aprendizes enquanto o dia se despedia do sol e os mistérios do mundo ganhavam os ares: - Qual o momento exato em que a noite termina e o dia começa para todos?

Os jovens pensamentos voam longe e, antes das estrelas aparecerem, as respostas apontam para várias direções:

- O dia começa quando o sol nasce...

- Sim, mas qual o momento em que a noite termina e o sol nasce para todos? – instiga o sábio.

- Impossível mestre, essa hora nunca chega pois a terra é redonda, então alguém no mundo vai sempre estar na escuridão.

- Pois eu lhes garanto que é possível.... – insiste o professor ancião.

Marcelo, Marmelo, Martelo, Ruth Rocha e a língua lúdica


Vencendo os obstáculos da alfabetização e desenvolvendo o gosto pela leitura


Sabe aqueles personagens que de tão reais e divertidos “parecem aquelas crianças que a gente gostaria que morassem no andar de cima, na casa do outro lado, na rua em frente: crianças que a gente gostaria que fossem os melhores amigos de nossos filhos ou sobrinhas, ou então... que fossem nossos alunos!”[1] É assim que a professora doutora em Teoria Literária Marisa Lajolo descreve uma das mais famosas criações da escritora Ruth Rocha: o personagem que há praticamente 40 anos encanta leitores e ouvintes com suas perguntas e invencionices.

“Marcelo vivia fazendo perguntas a todo mundo:
— Papai, por que é que a chuva cai? 
— Mamãe, por que é que o mar não derrama?
 — Vovó, por que é que o cachorro tem quatro pernas? As pessoas grandes às vezes respondiam. Às vezes, não sabiam como responder. 
— Ah, Marcelo, sei lá... 

Lino, despedidas, aventuras e reconexões


Lino - autoria e ilustrações de Andre Neves

“Naquela manhã Lino acordou triste. Lua havia desaparecido da loja de brinquedos.”

Assim começa a história do porquinho (de brinquedo) Lino, que perde a sua melhor amiga, a coelha (também de brinquedo, claro) Lua, contada e ilustrada por André Neves.

Será que o personagem Lino vai reencontrar a sua inseparável amiga? Com um texto sutil e tocantes imagens, a obra pode ajudar a criança na difícil tarefa de se desapegar não só de coisas materiais como brinquedos (sejam eles perdidos, ou aqueles que não foram comprados ou foram emprestados, doados) mas na partida de seres vivos, até então fortemente conectados conosco, como amigos, parentes e até bichinhos queridos.

Esta partida, se vislumbrarmos a metáfora desenhada num nível mais profundo, pode ser até mesmo a despedida da vida.

Lino - autoria e ilustrações de Andre Neves
As metáforas das histórias permitem que as crianças estanquem o sangue da dor que esvai a vida de sentido. Assim como faz o personagem, de algum jeito a nossa existência aparentemente vazia pode encher de alegria alguém que precise de nosso amor. Seja nos livros, ou na vida, os finais felizes são sempre possíveis.

História Nasrudin: Ao encontro da luz

Foto: Erzaveria

 - Como é a sua casa por dentro?
- Muito bonita, Nasrudin, mas não entra sol.
- E não há algum lugar próximo onde haja sol?
- Sim, no jardim bate muito sol.
- Ora, então por que é que não muda a sua casa pra lá?



Fonte: Nasrudin 99 Contos – Caravana de Livros - Pg. 14
Foto: Erzaveria - http://www.erzaveria.com

Posts Relacionados:


Direitos Universais das Crianças em Escutar Contos


Crianças ouvem histórias contadas por Fabio Lisboa na Biblioteca de São Paulo. Foto: Newton Santos
por Leonardo Posternak e Fabio Lisboa

Viveríamos num mundo mais pacífico e integrado se os direitos humanos fossem, de fato, respeitados. Em especial, se assim o fossem os direitos da criança, conforme versa o artigo 31 da Convenção da ONU (1990), o qual os países partes assinaram garantindo que, em igualdade de oportunidade na sociedade, as crianças exerçam seu direito de participar “...da vida cultural, artística, recreativa e de lazer.”

Sem precisar de recursos além de um par de ouvidos e uma boca, o ancestral ato de contar histórias abrange em si esses aspectos culturais, artísticos, recreativos, de lazer (e descanso) a que as crianças têm direito. O autor Leonardo Posternak trata especifica e poeticamente desses direitos.

DIREITOS UNIVERSAIS DAS CRIANÇAS EM ESCUTAR CONTOS

1.   Toda criança, sem distinção de raça, língua ou religião, goza de pleno direito de conhecer as fábulas, mitos e lendas da tradição oral de seu país, dos países irmãos ou do resto do mundo.

2.   Toda criança tem o direito de inventar e contar seus próprios contos, assim como o de modificar os já existentes. Criando e recriando suas próprias versões.

3.   Toda criança tem o direito de escutar contos, sentada no colo dos avós. As que tenham os avós vivos poderão cedê-los às crianças que não tenham avós que lhes contem contos.

História: A bolsa perdida



Recontada por Fabio Lisboa

Uma bolsa perdida, caída no canto da estrada.

- “Achado não é roubado”! E este achado deve ter caído de uma rica carruagem – pensou o homem pobre que andava pela estrada. O homem, que se chamava “João”, e não levava com ele nada além do sobrenome “Ninguém da Silva”, e ia à busca de emprego na cidade, desviou em direção ao objeto cintilante e, ao se aproximar, percebeu que nunca tinha visto uma bolsa tão maravilhosa.

João ficou mais maravilhado ainda quando a abriu. Não era um porta-treco ordinário, além de ser, por fora, reluzente, por dentro, guardava moedas de ouro!

III Festival Mundial da Paz: Conte Histórias pela Paz


Nesta postagem você encontra um breve explicativo sobre o III FestPaz, um convite a participar (de onde estiver) e dicas de “Histórias pela paz”.

100 indicações de livros infantis e juvenis imperdíveis - divididos por faixa etária

 
Pepitas, diamantes e outras preciosidades... Para gostar de ler, da creche ao 9º ano
  

Para quem gosta de histórias, seja para contar, ler ou ensinar a gostar de ler, esta edição especial da Revista Nova Escola é uma mina de pedras preciosas a ser explorada. Um valioso repertório que pode nos ajudar a desvendar o que faz um livro ser imperdível?

O Mistério do Cinco Estrelas de Marcos Rey

Boca do Céu 2012 - Inscrições e Programação do Encontro Internacional de Contadores de Histórias


De 10 a 16 de setembro, profissionais e admiradores da arte de contar histórias se encontram no consagrado evento bianual internacional em São Paulo, com a curadoria da mestra Regina Machado, numa programação que abrange espetáculos, oficinas, palestras, relatos de experiências e mais....

“Era um milagre que alguns dos meus heróis contadores de histórias estivessem ali reunidos naquele mesmo lugar, naquela mesma hora. Isso é o que, claro, faz do Boca do Céu um lugar de grande importância no mapa da arte de contar histórias, porque todos os nossos festivais são encruzilhadas vitais para o renascimento internacional dessa arte.” Dan Yashinsky, 2008 (fonte: site Boca do Céu).

Inscrições Boca do Céu 2012


História real – Homem e cão (John e Shep) no lago: uma história de amor, compaixão e retribuição


Hannah Stonehouse Hudson / Stonehouse Photography

História real recontada por Fabio Lisboa

“Este é Shep de 19 anos, sendo aconchegado nos braços de seu pai no início desta semana no Lago Superior. Shep adormece todas as noites, quando ele é transportado para dentro do lago. Ele está com artrose o que causa uma dor crônica e a dor é amenizada quando John o carrega nos braços desta forma, na água. O Lago Superior está mais quente neste verão, o que torna a temperatura de suas águas perfeita.

Eu fiquei tão feliz em poder guardar este momento para John. Aliás, John salvou Shep ainda filhote com somente 8 meses de idade, e ele tem sido sua companhia, ao seu lado, em muitas aventuras, desde então. [Agora John retribui de forma maravilhosa ao seu grande amigo, já idoso e doente!] [pronuncia-se “Shep”, no entanto, a escrita adotada por John Unger é “Schoep”].”

Texto traduzido do mural do facebook da fotógrafa Hannah Stonehouse Hudson [que em português virou “BELA FOTO, BELA HISTÓRIA!]”.

Em tempos em que a maioria das imagens e ideias repassadas nas redes sociais é descartável e a grande mídia se empenha em retratar a exaustão crimes, tragédias e a degradação humana e ambiental, uma imagem de compaixão de um homem por um animal é vista e compartilhada por milhares de pessoas, e quem sabe, um dia, se tornará uma história ainda mais conhecida.

Mas qual é a história por trás da imagem?

Encontro Nacional de Contadores de Histórias em Cuiabá

Idealizado por Cia Alicce Oliveira
com o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso (SES/MT),
por meio do Programa de Apoio à Cultura

Estão abertas as inscrições até o dia 15 de agosto de 2012 para as oficinas oferecidas pelo Encontro Nacional de Contadores de Histórias, evento que ocorre de 03 a 06 de setembro em Cuiabá (MT) e integra o Projeto Feira Literária de Contadores de Histórias. O projeto, que visa fomentar a cultura literária oral e escrita no Estado, terá 12 sessões de contação de histórias e nove oficinas nos quatro dias de evento, que deve receber mais de duas mil pessoas.
A abertura oficial acontece no dia 03 de setembro no Palácio da Instrução, e as atividades acontecerão entre os dias de 04 a 06 de setembro, no Sesc Arsenal - Cuiabá. O público alvo das oficinas são os educadores, acadêmicos, agentes de leitura, artistas e demais interessados no tema. A participação em cada oficina terá o valor de R$ 10,00 e cada participante poderá se inscrever em uma oficina por dia, com direito a certificado.

Mais Informações e inscrições acesse: http://encontrodecontadoresdehistorias.blogspot.com.br/

II Mostra de Teatro de Bonecos e Contadores de Histórias em Diadema – 2012


Cia Sábias Cenas no Centro Cultural Inamar em Diadema - Foto: Fernando Gonçalves
por Equipe de Organização da Mostra

Ocorre nas bibliotecas públicas de Diadema, de 20 a 25 de agosto de 2012, programação cultural gratuita que inclui: Teatro de bonecos, contação de histórias, rodas de histórias e debates, oficinas e relatos de experiências fazem parte da programação que privilegia a narrativa dos contadores de histórias, o imaginário dos bonecos e a magia da palavra como arte ancestral.

Programação completa de Oficinas, Apresentações e Ficha de Inscrição segue abaixo.

História: Nasrudin e o relógio



Recontada por Fabio Lisboa

Naqueles tempos, Nasrudin começou a perder sempre a hora, seus horários se desencontravam com os de sua esposa, não só pela correria do dia-a-dia, mas por culpa do relógio de parede desregulado, que ora estava adiantado, ora atrasado.

A esposa de Nasrudin não demorou a reclamar: - Nasrudin, nossos horários não batem, esse seu relógio está sempre errado, você não vai tomar uma providência?

Curso Contação de Histórias Gratuito na Biblioteca Hans Christian Andersen


Publicação:
“Teia de Experiências: 
Reflexões sobre a Formação de Contadores de Histórias”


(clique para fazer o download gratuito)
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/upload/Teia%20de%20experiencias_1382928283.pdf



Curso básico de formação para Contadores de Histórias 
na Biblioteca Hans Christian Andersen

Inscrições abertas: de 17 a 28 de fevereiro de 2014, pessoalmente na Biblioteca. No ato da inscrição, o interessado deverá preencher uma carta de intenção que será decisiva na seleção dos participantes!

Informações:
Biblioteca Hans Christian Andersen
Av. Celso Garcia, 4142. Tatuapé - 03064-000. São Paulo, SP Tel.: 11 2295-3447. 

Dicas Atemporais (e informações sobre edições anteriores)

Confira três dicas do Blog Contar Histórias para o preenchimento da carta de intenção:

1.      Discorra brevemente (não há limite para o tamanho da carta mas de 1 a 2 páginas acredito ser um tamanho razoável) sobre a sua relação com a arte de contar histórias (por que você conta histórias e deseja aprender-aprimorar o seu jeito de contar?).

2.      Seja claro, objetivo e o verdadeiro “você mesmo” na escrita, os grupos escolhidos costumam ser mesclados, desde contadores profissionais com certa experiência a professores, bibliotecários, entre outros, muitos iniciantes, com projetos inéditos. Ao tentar vencer a mesmice destas “cartas de interesse”,  pelo-amor-de-Deus não “venha por meio desta” e sim fuja dos chavões e excessos de formalismo mas também, ao ser você mesmo, não precisa ser informal. Colocar uns hahaha, rs ou kkks no meio de uma frase supostamente engraçada pode prejudicá-lo, rs (aqui pode, mesmo que não seja engraçada :) . Deixe o examinador decidir se ele quer rir ou não. Um texto com sutilezas poéticas ou metafóricas, desde que coeso e coerente, será sempre bem-vindo.

3.      Como se trata de um curso financiado por verba pública, pense de que maneira você poderia “retribuir” com um projeto (de cunho social, voluntário...) este investimento que a sociedade fará em você.

Assim, mesmo que não seja selecionado da primeira vez que se inscrever, você terá um semestre para se preparar e tentar de novo e, enquanto isso, colocar já em prática o seu projeto!  Independente do curso, há oficinas e palestras livres ao longo do ano.


Este espaço (o Blog Contar Histórias!) está aberto para trocar experiências sobre este e outros cursos e os seus projetos. Comunique-se por e-mail, nos comentários ou no facebook. E boa sorte!

Neurociência e contar historias: O poder da comunicação 2 (parte 2 de 2)


Imagem de sobreposição de emparelhamento neural do Estudo da Universidade de Princeton (em inglês): “Emparelhamento neural falante-ouvinte baseia comunicação efetiva”.

Um relato científico-experimental sobre a conexão entre as pessoas ao compartilhar histórias


Na postagem anterior imaginamos o poder de uma pessoa projetando suas imagens mentais em outra. Imaginamos o poder de alguém adivinhando os pensamentos do outro antes deles acontecerem. Como vimos, não se trata de um estudo paranormal e sim de uma pesquisa neurocientífica conduzida pelo Dr. Uri Hasson da Princeton University e veremos agora que estas coisas não são apenas possíveis, como fazemos isso ao contar histórias.

Se na primeira parte experimentamos na prática a conexão entre os cérebros e os seus hemisférios, na segunda parte deste artigo veremos o problema da desconexão, trechos de análises da pesquisa do Dr. Hasson feitas pelas revistas Scientific American e Psychology Today, a relevância da ligação entre o contador de histórias e os seus ouvintes e o poder da palavra.