Aqui você encontra a arte de contar histórias (storytelling)
entrelaçada à educação, literatura, brincar, educação ambiental e cultura de paz.

Como contar histórias e ler para crianças


7 Dicas de Leitura do Programa Ler Faz Crescer destrinchadas pelo Blog Contar Histórias

1.       Encontre um espaço aconchegante.
O espaço ideal para se contar histórias deve ser um local reservado, sem muita interferência sonora e visual externa como conversas e aparelhos eletrônicos ligados. No entanto, não se prenda ao ideal e literalmente crie “espaços aconchegantes” no sofá, no tapete, no ônibus, na grama, embaixo de uma árvore, na cama (ou embaixo dela), numa sala de aula (ou de espera :).

2.       Assuma o lugar de leitor e a alegria de compartilhar a narrativa.
Faça da leitura um momento de troca afetiva e de prazer para ambos (leitor e ouvinte).

3.       Escolha histórias que te encantam.
Fuja das narrativas que considerar infantilizadas ou rebuscadas demais para o seu ouvinte (e para você mesmo).  Ao escolher contos que te fascinam, a chance do teu ouvinte se fascinar é maior.

4.       Dê vida às histórias.
Use seu corpo, inclua gestos e expresses faciais acompanhando os personagens e o seu fluxo de emoções ao longo do conto.  Tente diferentes timbres de voz para diferenciar os personagens e o narrador. Explore o ritmo de sua respiração e a velocidade da narração de acordo com os momentos crescentes de tensão da narrativa. Use entonação de voz para enfatizar os sentimentos dos personagens e do narrador.

5.       Envolva o ouvinte.
Pergunte coisas para perceber se o seu ouvinte está acompanhado o enredo e para facilitar a identificação do mesmo com sentimentos, atitudes, fraquezas e valores presentes na narrativa do livro escolhido. As crianças adoram brincar pois numa brincadeira elas são os personagens principais desta ação. Ao envolver as crianças numa narrativa a ponto de fazê-las se sentirem como sujeitos atuantes, ouvir histórias pode virar uma gostosa brincadeira!


6.       A experiência com a escuta PODE começar e terminar com a própria narrativa.
Nem sempre é preciso buscar justificativas, explicações, pretextos. No entanto, acredito que os momentos de escuta podem ser ampliados sim, para além do momento da contação de histórias. Os momentos de reflexão, de (res)significação dos sentidos podem ser vividos antes e após a narração, e mesmo em experiências cotidianas futuras.


7.       A leitura de um texto não se esgota em uma primeira leitura.
Experiências futuras podem não ter aparentemente relação com o texto lido, mas o ouvinte pode passar por situações em que fará sozinho (ou estimulado) as devidas conexões. Esta vivência possivelmente suscitará a vontade de ouvir uma releitura do texto lido, que na segunda, terceira e enésima vez virá carregada de novos (e aprofundados) sentidos. A releitura faz com que os ouvintes iniciantes sintam-se seguros, exercitem sua memória e pratiquem também sua capacidade criativa ao pensar sobre atitudes diferentes dos personagens e desfechos alternativos.

Texto: Fabio Lisboa - baseado nas Dicas de Leitura do Programa Ler Faz Crescer da Fundação Itaú Social

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