Aqui você encontra a arte de contar histórias (storytelling)
entrelaçada à empatia, mediação de leitura, educação, brincar, sustentabilidade e cultura de paz.

Regina Machado e a Arte de Contar Histórias


Venha ver o por do sol:
considerações sobre a experiência do silêncio na formação artística

Por Regina Machado (1)
para Amina Shah

Então antigamente a gente ia ver o por do sol. Quer dizer, não que as pessoas saíssem de casa com essa intenção, tipo um programa.

O por do sol acontecia, e acontece, todos os dias, cada dia diferente do anterior.

Geralmente coincidia com o fim do trabalho e nessa hora parada o por do sol estava ali, acessível, no horizonte. É que havia horizonte. Se não da porta da minha casa, com três passos se chegava num lugar onde seria possível descortinar o encontro do céu com a terra, ou com a montanha, ou com o mar e acompanhar o sol sumindo, sumindo. Todo dia.

Hoje, por trás dos prédios - cortinas irremovíveis - das nossas cidades, o sol continua se pondo cada dia de um jeito, num horizonte que ninguém consegue saber se existe, quanto mais ver.

Criança de hoje não conhece a expressão: “ter horizonte na vida”.

Porque não tem a experiência do horizonte, não pode entender a expressão. Simples assim?

Será que uma pessoa pode ser “alguém com horizonte na vida”, se não vive a experiência possivelmente cotidiana, e não apenas turística, de contemplar no silêncio do fim da tarde a nunca mesmice de um por de sol?

Dia do Índio: Informações e Lendas Indígenas



Informações Interessantes

Quantos índios vivem no Brasil? Onde moram e estudam? Quantos idiomas falam? Como brincam? Por que 19 de abril é considerado seu dia? O Planeta Sustentável reuniu várias reportagens sobre o universo indígena

A seguir uma seleção de lendas e mitos feitas pelo Blog Mar de Histórias

ECOHVALE - 1o. ENCONTRO DE CONTADORES DE HISTÓRIAS DO VALE DO PARAÍBA


ECOHVALE - 1o. ENCONTRO DE CONTADORES DE HISTÓRIAS DO VALE DO PARAÍBA 

(13 a 16 de maio de 2015, cidade de Lorena-SP)


Nos Caminhos da Oralidade

O vale do Paraíba tem uma importância cultural estratégica seja por unir dois grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo, seja por estar na confluência com a serra da Mantiqueira e o sul de Minas Gerais e a Serra do Mar. Historicamente foi palco de muitas passagens importantes na formação da identidade brasileira e centro de atração das mais diversas culturas que culminou por formar a própria identidade paulista. Também por isso foi berço de uma cultura popular riquíssima que até hoje mexe com o imaginário nacional. Na região nasceram grandes poetas e escritores sendo o mais ilustre deles Monteiro Lobato, o visionário empresário que soube capilarizar as matrizes da formação nacional criando personagens que tipificam esta prolífera região brasileira.

História: A Verdade

 Por Luís Fernando Verísssimo


Uma donzela estava um dia sentada à beira de um riacho, deixando a água do riacho passar por entre os seus dedos muito brancos, quando sentiu o seu anel de diamante ser levado pelas águas. Temendo o castigo do pai, a donzela contou em casa que fora assaltada por um homem no bosque e que ele arrancara o anel de diamante do seu dedo e a deixara desfalecida sobre um canteiro de margarida. O pai e os irmãos da donzela foram atrás do assaltante e encontraram um homem dormindo no bosque, e o mataram, mas não encontraram o anel de diamante. E a donzela disse: 

- Agora me lembro, não era um homem, eram dois.

Por que ler todos os dias para o seu filho desde bebê?

Bebê "lendo" / João Marcelo (5 meses). Foto: Léia Carvalho.

Entrevista com uma mãe leitora que cria um bebê leitor

por Fabio Lisboa / Léia Carvalho

Todos os dias, esse bebê da foto, que é o João Marcelo, de 5 meses e meio, tem a sorte de ouvir uma história contada pelos pais. O resultado: ele se acostumou com a rotina, já sabe ouvir, se concentrar, e nutre afeto pelos livros. E fica fácil percebermos que, inclusive, já tem autonomia para manuseá-los! Vejamos o que diz a mãe, Léia Carvalho:
"Achamos muito importante que ele tenha intimidade com os livros."

Por que?
"Nossa intenção é que ele tenha um vocabulário bacana, que tenha facilidade com ortografia e, claro, incentivar sua criatividade e imaginação."
Como?
"Nós lemos pra ele desde a barriga, e ele gosta muito. Lemos uma história todos os dias... e desde sempre e ele já presta atenção!"

Por que acha que os pais deveriam ler para os filhos, Léia?

Histórias Sustentáveis no Dia Mundial da Água



Rio de Histórias, Rio da Vida

Sexta-feira 13...


Sexta-feira 13, à meia noite, numa isolada e escura casa, uma velha toda de preto, com um olhar penetrante, com uma faca na mão...
... passando manteiga no pão.

Parlenda recontada por Fabio Lisboa

Referências

Imagem:

Post Relacionado

O medo e o acolhimento

História: A disputa das palavras

Recontado por Gislayne Avelar Matos

Um homem doou uma moeda de prata a quatro pessoas. Uma delas, um persa, disse:
Com esta moeda, quero comprar angur.

O segundo, um árabe, exclamou:
Que insensato, não vamos comprar angur. Vamos comprar inab.

Oficina Histórias que saem dos livros: Contar Histórias em 5 Es - 2015

Histórias que saem dos livros: Contar Histórias em 5 Es
Oficina com  Fábio Lisboa

Fábula de Leonardo da Vinci


A formiga e o grão de alpiste

Vendo-se levado pela formiga que o encontrara, o grão de alpiste lhe gritou: "Se fizeres o favor de realizar meu desejo de nascer, eu te recompensarei com cem iguais a mim." E assim aconteceu.
Por Leonardo da Vinci
Tradução: Bruno Berlendis de Carvalho

Referências
Livro: Fábulas e alegorias – Leonardo da Vinci (1452-1519) / seleção e tradução de Bruno Berlendis de Carvalho – São Paullo: Berlendis & Vertecchia, 2009, p. 37.

Desenho de Leonardo da Vinci

Posts Relacionados

Fábula Africana: A Tartaruga e o Leopardo

História e Luz para o Ano Novo


"Que os fogos de artifício no céu do Ano Novo
Espalhem a luz do Amor, da Alegria e da Paz
Que as nossas Palavras nasçam destas luzes
E se reflitam o ano todo em nossas Ações"

Fabio Lisboa

História: Dois irmãos e um muro



Nasce o Natal


"Não sabemos quem baterá à porta em busca de compaixão, amor e bondade. Mas se nossa mente for controlada pelo ego e pelo egoísmo, fecharemos a porta e negaremos até mesmo ao filho de Deus um lugar para nascer. Quem sabe a quem estamos fechando a porta da compaixão? Talvez aquela pessoa esteja destinada a ser nosso salvador no futuro. Por outro lado, sempre que nos tornamos humildes, sempre que encontramos um lugar em nosso coração para os outros, lá Jesus Cristo nasce."

Amma

Imagem:

Programação de Abertura da BVL - Biblioteca Parque Villa-Lobos




Já pensou dar um passeio no parque, depois sentar à sombra e ouvir um conto contado por contadores de histórias?

E se dentro do parque também tivesse um acervo de milhares de livros que pudessem ser lidos numa biblioteca e também emprestados para serem lidos em casa ou debaixo de uma árvore? E se nesse lugar encantado bebês, crianças, jovens e adultos ouvissem histórias... inclusive ao pé do ouvido...

E se, como o parque, essa biblioteca fosse viva, com livros e gente que gosta de ler, com pessoas que gostam de brincar, jogar e criar jogos de tabuleiro, jogar videogame e interagir com outros gamers, ouvir música do acervo e ao vivo, assistir filmes e aprender a produzir uma animação, apreciar arte e sair com o artista fazendo arte pelo parque.

Esse lugar existe e tudo isso, dentre tantas outras atividades, poderão ser feitas neste fim de semana (dias 20 e 21/12/14, das 9 às 18:30h) na abertura da BVL - Biblioteca Parque Villa-Lobos e, a partir de então, conforme a programação semanal.

História Nasrudin: Ponto de Referência

Reconto: Fabio Lisboa

Nasrudin procurava um tesouro que havia enterrado no quintal de sua casa. De vez em quando, o mulá olhava para o alto como se buscasse a ajuda dos céus para encontrar o que havia perdido. 

Depois de muito tempo cavando por todo o canto, debaixo do sol a pino, sem sucesso, o mulá explicou a sua situação ao vizinho que veio acudi-lo:

Vídeo: "Malala: Uma menina. Entre muitas."

Por Valber Lúcio
A adolescente paquistanesa Malala Yousafzai recebeu ontem, 10-12-2014, em Oslo, na Noruega, o Prêmio Nobel da Paz, que dividirá com o indiano Kailash Satyarthi, ambos ativistas pelo direito de toda criança e adolescente à educação. Com 17 anos de idade, Malala é a mais jovem ganhadora do prêmio e, por sua atuação em prol da educação de meninas, sofreu, em 2012, uma tentativa de assassinato pelo Talibã.

Feira do Livro da USP 2014 / 16º Festa do Livro


Por EDUSP
Livros com, no mínimo, 50% de desconto!

A 16ª Festa do Livro da USP, organizada pela Edusp e pela Escola Politécnica da USP, será realizada nos dias 10, 11 e 12 de dezembro na Escola Politécnica da USP na Cidade Universitária em São Paulo, das 9h às 21h.

Oficina de Contos (história real): A mensageira


Conto, logo existo – este é o título de uma oficina de Contos Terapêuticos ministrado pela sensível contadora de histórias “luso-brasileira” Clara Haddad. Neste encontro, ocorrido em São Paulo em outubro de 2014, quando convidados a contar uma história do ponto de vista de um objeto querido, o mini conto da psicóloga Kitty Haasz à respeito de algo que veio ao seu encontro num Ashram (templo indiano), há quase 10 anos, me chamou a atenção tanto pela leveza das imagens quanto pela profundidade dos conceitos. A psicóloga Kitty, um silencioso Swami (Mestre Hindu) e um inusitado narrador são os personagens desta experiência real.

E a autora aceitou o convite em deixar as suas palavras aterrissarem por aqui:

História Tudo Passa: O conselho



Recontada por Fabio Lisboa

Era uma vez um príncipe sabido que, um dia, recebe da mãe um tesouro em forma de conselho.

História: O homem que sonhava com dragões


 
Reconto: Fabio Lisboa

Zighao, senhor de Yeh, amava os dragões. Sonhava com dragões. Colecionava dragões em miniatura de porcelana, vidro, madeira e bronze. Além disso, os esculpia, desenhava e escrevia sobre os seus sonhos com eles.

Em sua mansão, havia preciosíssimos quadros de dragões e estes seres mitológicos estavam também pintados na paredes. Um famoso artista tatuador de Pequim veio à Yeh especialmente para tatuar no peito de Zighao, claro, um magnífico dragão.

História Real: Malala Yousafzal

Por Fabio Lisboa

Tentaram silenciar Malala de uma vez por todas. Em 2012, com 15 anos, a menina seguia em um ônibus escolar quando foi baleada na cabeça. Falharam. Ela ficou em coma por 3 dias mas se recuperou totalmente e continua defendendo o direito às meninas paquistanesas de estudar.

"Extremistas mostraram o que mais os amedronta: uma menina com um livro." Malala Yousafzai

X Festival A Arte de Contar Histórias - Programação completa, endereços, contação, oficinas e conto

São Paulo – SP

Neste post você tem acesso à programação completa do Festival, endereços e um conto que fará parte do repertório do evento.

Organizado pela Secretaria de Cultura através da Coordenadoria do Sistema Municipal de Bibliotecas, evento acontece de 11 a 19 de outubro em bibliotecas públicas, pontos e bosques de leitura, ônibus-biblioteca, praças e centros culturais da cidade de São Paulo. Além das narrações orais, durante o Festival haverá mini-cursos básicos, avançados, palestras, shows, teatro e sarau de contos tradicionais.


Veja a programação completa:

A Verdade chega à cidade



Reconto de Fabio Lisboa baseado na versão de Clare Murphy

Era uma vez uma velha que há muito tempo era menosprezada numa cidade ávida por novidades. A mulher ficou tão esquecida por todos que começou a passar fome. Ficava mendigando pelas ruas em busca de alimento e quem sabe um pouco de atenção.

Naquele dia, decidiu bater nas casas. As pessoas quando viam o estado da mulher diziam logo:

Proler Joinville 20 anos - Encontro dos Encontros - Contar Histórias: Uns passarão e outros passarinho

Foto: Beatriz Borges Rezende
“Você conta as histórias que te habitam.”
Toumani Kouyaté (faz parte da linhagem de Djélis / griots da África do oeste. Mestres da Palavra e das Artes na África do oeste).

História Nasrudin: O oposto da verdade

 

Recontada por Fabio Lisboa

Um dia, um homem com roupas simples e o rosto coberto com um capuz adentrou a casa de chá e se dirigiu ao mestre sufi Nasrudin, buscando a verdade:

Rubem Alves: Andar de manhã


Por Rubem Alves

Durante as duas últimas semanas tenho começado os meus dias cometendo um furto. Não sei como evitar esse pecado e, para dizer a verdade, não quero evitá-lo. A culpa é de uma amoeira que, desobedecendo as ordens do muro que a cerca, lançou seus galhos sobre a calçada. Não satisfeita, encheu-os de gordas amoras pretas, apetitosas, tentadoras, ao alcance de minha mão. Parece que os frutos são, por vocação, convites a furtos: basta mudar a ordem de uma única letra… Penso que o caso da amoreira comprova esta tese linguística: tudo tem a ver com o nome. Pois amora é a palavra que, se repetida muitas vezes, amoramoramoramora, vira amor. Pois não é isso que é o amor? Um desejo de comer, um desejo de ser comido… O muro, tal como o mandamento, diz que é proibido. Mas o amor não se contém e, travestido de amora, salta por cima da proibição. Foi assim no Paraíso… Os poucos transeuntes que passam por ali àquela hora da manhã talvez se espantem ao ver um homem de cabelos brancos colhendo amoras proibidas. Mas, se prestarem bem atenção, verão que quem está ali não é um homem com cerca de 70 anos, é um menino. E como o próprio filho de Deus que disse que é preciso voltar a ser menino para entrar no Reino dos Céus, colho e como as amoras com convicção redobrada. E para que não pairem dúvidas sobre a inspiração teologal do meu ato, enquanto mastigo e o caldo roxo me suja dedos e boca, vou repetindo as palavras sagradas: “Tomai e bebei, este é o meu sangue…”. Ah! A divina amora, graciosa dádiva sacramental! Começo assim meu dia, furtando o fruto mágico que opera o milagre por todos sonhado de voltar a ser criança.

Viagem Literária 2014 - Entrevista com o Contador de Histórias

Por Fabio Lisboa

Entrevista do contador de histórias e autor Fabio Lisboa para o repórter Thiago Barreto sobre a Viagem Literária, programa da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.

Quais as suas expectativas para a Viagem Literária deste ano?

Grandes expectativas, afinal, neste ano me propus a contar a história de meu livro, O Mistério Amarelo da Noite, que é baseado em fatos que ocorreram na minha infância. Bem, claro que os fatos foram recheados de imaginação e aventura. E, na hora de contar, convido os ouvintes a se aventurarem comigo no lugar mais escuro e assustador do meu imaginário infantil: o Beco Escuro! A ideia é que, ao "entrar" neste local fictício, cada ouvinte leve tanto seus próprios medos quanto sua luminosa coragem. E assim, embarcarmos nesta Viagem Literária!

Como surgiu a vontade de se tornar um contador de histórias?

Fábula Africana: A Tartaruga e o Leopardo


Reconto da tradição oral por Fabio Lisboa

Um dia, na savana, o Leopardo, de tocaia, surpreendeu a Tartaruga. Apareceu com suas garras e dentes bem na frente da pobre e num segundo, poderia devorá-la.

- Não me mate ainda, não tenho escapatória, mas ó, grandioso e piedoso, Leopardo, conceda-me um último pedido.

- Uh, desde que não vá longe. E nem se demore. Estou com fome! Qual o seu derradeiro pedido, Tartaruga, antes que eu te devore?

- Deixe-me andar até ali e espalhar a terra.

- Está bem.

A Tartaruga deu dois passos, esfregou as patas para todo lado, depois rolou de um lado pro outro e, tanto quanto possível, saltou e caiu pesadamente no solo. Foi então de volta às garras do felino - que já estava com a boca salivante. Bem de perto, a Tartaruga orgulhosamente declarou:

- Pronto, príncipe das savanas, pode me comer.

- O prazer é todo meu, Tartaruga. Mas antes, me conte, por que este pedido tão estranho? O que fez ali?

- Quando meus filhotes verem o meu cadáver morto no chão, próximos a estas marcas, eles e os outros animais da savana saberão que a Tartaruga não se rendeu facilmente. Se lembrarão de que o menor enfrentou o maior e que, talvez um dia, uma Tartaruga possa sobreviver ao ataque de Leopardo. A minha história será lembrada e isto dará aos pequenos esperança.

Quando a pequena quelônio terminou sua fala, o grande felino não estava mais salivante e sim com os olhos úmidos. O famigerado impiedoso perdeu a fome e seu coração de Leopardo se alimentou de compaixão. Poupou a corajosa Tartaruga que o enfrentou, não com garras e dentes, mas com as bonitas palavras que saíram de sua boca.

E assim, não só a Tartaruga mas a sua história sobreviveu.

Reconto de Fábula da África por Fabio Lisboa
Referências
Livros:
Chinua Achebe – Anthills of Savannah.
Dan Yashinsky – Suddenly they heard footsteps: Storytelling for the 21st century –University Press of Mississipi, 2006.
Imagem:
"Psammobates geometricus", espécie de tartaruga de água doce, encontrada na África do Sul, ameaçada de extinção.

Sessão de Contos:
Histórias Africanas: Justiça na Savana
O contador de histórias Fabio Lisboa reconta narrativas selecionadas por Nelson Mandela (Meus Contos Preferidos), Hugh Lupton (Histórias de Sabedoria e Encantamento) e Rogério Andrade Barbosa (Três Contos Africanos de Adivinhação). As histórias escolhidas tratam de traição, justiça e redenção.

No 10º Festival A Arte de Contar Histórias nas bibliotecas públicas de São Paulo, consulte a agenda do blog sobre os locais, de 11 a 19 de outubro de 2014.

Posts Relacionados

História: Os Gravetos da Discussão
História: A faca do rei

História: Os primeiros homens, cachorros e pedras

História real – Homem e cão (John e Shep) no lago: uma história de amor, compaixão e retribuição


Mantenha-se conectado ao Contar Histórias no Facebook: 


Rubem Alves – Empatia: É assim que acontece a bondade



Por Fabio Lisboa

A experiência da leitura de Rubem Alves pode nos despertar para experiências cotidianas tanto menos indiferentes, desérticas, embotadas e solitárias, quanto mais enriquecedoras, cheias de vida, emotivas e solidárias. O autor nos convida a olhar o mundo com os olhos do outro. A sermos mais empáticos. Menos frios. A enxergar a história do outro, mesmo que seja triste.

Se o contador de histórias é a história que conta, e o outro também se conta (e se encontra) aí nesta mesma narrativa, podemos ser então, ao narrar, ao mesmo tempo, nós e o outro. E assim, neste espaço comum, com nossas emoções compartilhadas e nossa capacidade de buscar finais felizes, talvez possamos tornar a nossa história – e a do outro - menos triste.

Vistas por este prisma, narrativas podem mesmo iluminar quem está na escuridão? Podem ensinar algo a quem não quer nem saber? Acredito, como Rubem Alves, que as palavras podem, sim, ser capazes de alegrar e trazer a primavera até para as areias e gelo... E quando isso acontece...

É assim que acontece a bondade
Por Rubem Alves

Contador de Histórias/Autor no Programa Universo Literário




Pareceu-me um bate-papo sobre a vida e os contos, um conta-causos no alpendre da casa, regado à leite quente e pão-de-queijo, mas foi uma entrevista ao vivo para a rádio UFMG Educativa, Programa Universo Literário, pela jornalista, bibliotecária e apresentadora (com seu simpático sotaque mineiro) Rosaly Senra.

Falamos sobre o meu livro “O Mistério Amarelo da Noite”, sobre literatura infantil, sobre os caminhos da criação literária e do contar histórias e, também, claro, contei histórias. Uma delas de terror, que ouvi muitas vezes meu avô contar, “Sozinho no Cemitério” e a outra, um trecho do livro.

A conversa durou 18 minutos e foi realizada no dia 21 de julho de 2014.

O programa de rádio da Universidade Federal de Minas Gerais idealizado pela Rosaly Senra pode ser ouvido pela internet neste link

Espero que ao ouvir, você também se lembre das conversas com os avós, dos contos - tão saborosos quanto pães-de-queijo - lidos pelos pais ao pé da cama, dos tempos de se imaginar as histórias - tão calorosas quanto chocolate quente - ouvidas nas ondas do rádio ou nos alpendres das casas.

Consegue se lembrar? Ou imaginar? Então, conduzidos por estas ondas de outrora chegamos, enfim, no agora, não?

É só clicar:

Fabio Lisboa
Referências

O Mistério Amarelo da Noite

Nelly Novaes Coelho comenta sobre o “O mistério amarelo da noite”

O Tradicional e o Novo ao Contar Histórias

Book Trailer





Rubem Alves: Homenagem à Amizade


Por Rubem Alves

Lembrei-me dele e senti saudades... Tanto tempo que a gente não se vê! Dei-me conta, com uma intensidade incomum, da coisa rara que é a amizade. E, no entanto, é a coisa mais alegre que a vida nos dá. A beleza da poesia, da música, da natureza, as delícias da boa comida e da bebida perdem o gosto e ficam meio tristes quando não temos um amigo com quem compartilhá-las. Acho mesmo que tudo o que fazemos na vida pode se resumir nisto: a busca de um amigo, uma luta contra a solidão...

Importância dos Pés, da Boca e das Histórias - e da nossa torcida pelo Brasil - em tempos de copa


Por Fabio Lisboa

A importância dos Pés

Esta o escritor e teólogo Leonardo Boff nos conta muito bem:

"Sem os pés não teríamos o futebol para o qual os pés são tudo. É o esporte mais criativo, diverso e mobilizador que existe. É uma metáfora do que melhor podemos apresentar: a combinação feliz do desempenho do indivíduo com a cooperação do grupo. Pode ser uma verdadeira escola de virtudes: autodomínio, tranquilidade, gentileza e capacidade de perdão ao não retrucar ponta-pé com ponta-pé. Porque somos humanos, às vezes tal coisa pode acontecer. Mas não é permitida. O jogador é advertido, punido com cartão amarelo ou vermelho e até pode ser expulso.