Aqui você encontra a arte de contar histórias (storytelling)
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Ângela-Lago: legado


Por Fabio Lisboa

O céu está em festa. Lá, Ângela-Lago. Aqui na terra, nós e a literatura infantil ficamos sem uma grande aliada, ilustradora e autora. Suas histórias e ensinamentos ficam.

Literatura Infantil: Juca Pé de Fruta


 Por Editora Tordesilhinhas

De onde vêm a manga, a jabuticaba e o mamão? Para que serve o limão? Neste livro os leitores mirins aprendem com Juca, o menino que se diverte comendo fruta no pé e que conhece as cores, as formas e até a “finalidade” de cada uma, como a melancia, que se transforma em um capacete, ou o limão, um fiel aliado no treinamento de caretas. Diversão saborosa em cada página.

Sobre a obra

Roger Mello vence o Prêmio Hans Christian Andersen 2014


Roger Mello é o ilustrador brasileiro ganhador do Prêmio Hans Christian Andersen 2014, equivalente ao Nobel da Literatura Infantil e Juvenil!

Direitos do Ouvinte*

 
De escuta:

1.      O ouvinte tem o direito de ouvir histórias. Infinitamente, ouvir histórias.

2.      O ouvinte tem o direito de ouvir as histórias que bem entender. Infinitas histórias provindas de inúmeras tradições, culturas, regiões e eras.

3.      O ouvinte tem o direito de entender o que bem entender das histórias que ouvir.

4.      O ouvinte tem o direito de não querer ouvir história alguma.

5.      O ouvinte tem o direito de, quando quiser ouvir histórias, ouvi-las num lugar confortável, tranquilo e silencioso.

De ação:

6.      O ouvinte tem o direito de falar.

7.      O ouvinte tem o direito de falar apenas em pensamento se quiser.

8.      O ouvinte tem o direito de rir ou chorar, se sentar ou se deitar, levantar, pular ou cantar no meio da história.

9.      O ouvinte tem o direito de dormir no meio da história.

10. O ouvinte tem o direito de expressar sentimentos, entendimentos ou dúvidas, com ou sem palavras, antes, durante e depois de ouvir uma história.

De imaginação:

11. O ouvinte tem o direito de imaginar.

12. O ouvinte tem o direito de imaginar o fim da história antes da história chegar ao fim.

13. O ouvinte tem o direito de imaginar outro fim para a história depois que esta chega ao fim.

14. O ouvinte tem o direito de pedir, infinitamente, que lhe contem novas histórias.

15. O ouvinte tem o direito de pedir, infinitamente, que lhe contem a mesma história.

E o dever e desafio do contador de histórias é respeitar e atender a todos estes direitos do ouvinte, sem perder (e sem deixar o ouvinte perder) o fio da meada de cada história que conta.

 
* Direitos do ouvinte, por Fabio Lisboa, Blog Contar Histórias, outubro de 2013.

 
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Direitos do leitor – Daniel Pennac


Por Daniel Pennac
Edição: Fabio Lisboa [1]

O verbo ler não suporta o imperativo. Aversão que partilha com alguns outros: o verbo “amar”... o verbo “sonhar”... bem, é sempre possível tentar, é claro. Vamos lá: “Me ame!” “Sonhe!” “Leia!” “Leia logo, que diabo, eu estou mandando você ler!”

- Vá para o seu quarto e leia!
Resultado?
Nulo.[2]

Como começar uma história



Era uma vez um contador de histórias que não sabia como começar um conto. O seu maior medo era lhe deixarem no meio da fala, falando sozinho. Terminar era fácil, só por ponto final e pronto. Silêncio. Fim. E depois do fim, quem sabe um pedido: “conta outra”. Conto, claro, mas como começar uma nova história? Como começar sem que ninguém desista de ouvir antes do meio e arranje um meio de não chegar até o fim?

Marcelo, Marmelo, Martelo, Ruth Rocha e a língua lúdica


Vencendo os obstáculos da alfabetização e desenvolvendo o gosto pela leitura


Sabe aqueles personagens que de tão reais e divertidos “parecem aquelas crianças que a gente gostaria que morassem no andar de cima, na casa do outro lado, na rua em frente: crianças que a gente gostaria que fossem os melhores amigos de nossos filhos ou sobrinhas, ou então... que fossem nossos alunos!”[1] É assim que a professora doutora em Teoria Literária Marisa Lajolo descreve uma das mais famosas criações da escritora Ruth Rocha: o personagem que há praticamente 40 anos encanta leitores e ouvintes com suas perguntas e invencionices.

“Marcelo vivia fazendo perguntas a todo mundo:
— Papai, por que é que a chuva cai? 
— Mamãe, por que é que o mar não derrama?
 — Vovó, por que é que o cachorro tem quatro pernas? As pessoas grandes às vezes respondiam. Às vezes, não sabiam como responder. 
— Ah, Marcelo, sei lá... 

Lino, despedidas, aventuras e reconexões


Lino - autoria e ilustrações de Andre Neves

“Naquela manhã Lino acordou triste. Lua havia desaparecido da loja de brinquedos.”

Assim começa a história do porquinho (de brinquedo) Lino, que perde a sua melhor amiga, a coelha (também de brinquedo, claro) Lua, contada e ilustrada por André Neves.

Será que o personagem Lino vai reencontrar a sua inseparável amiga? Com um texto sutil e tocantes imagens, a obra pode ajudar a criança na difícil tarefa de se desapegar não só de coisas materiais como brinquedos (sejam eles perdidos, ou aqueles que não foram comprados ou foram emprestados, doados) mas na partida de seres vivos, até então fortemente conectados conosco, como amigos, parentes e até bichinhos queridos.

Esta partida, se vislumbrarmos a metáfora desenhada num nível mais profundo, pode ser até mesmo a despedida da vida.

Lino - autoria e ilustrações de Andre Neves
As metáforas das histórias permitem que as crianças estanquem o sangue da dor que esvai a vida de sentido. Assim como faz o personagem, de algum jeito a nossa existência aparentemente vazia pode encher de alegria alguém que precise de nosso amor. Seja nos livros, ou na vida, os finais felizes são sempre possíveis.

100 indicações de livros infantis e juvenis imperdíveis - divididos por faixa etária

 
Pepitas, diamantes e outras preciosidades... Para gostar de ler, da creche ao 9º ano
  

Para quem gosta de histórias, seja para contar, ler ou ensinar a gostar de ler, esta edição especial da Revista Nova Escola é uma mina de pedras preciosas a ser explorada. Um valioso repertório que pode nos ajudar a desvendar o que faz um livro ser imperdível?

O Mistério do Cinco Estrelas de Marcos Rey

III ENCONTRO WMF MARTINS FONTES DE LITERATURA INFANTIL E JUVENIL

Convido educadores e bibliotecários leitores do blog a participarem deste evento do qual terei a honra de ser um dos palestrantes. Em breve, postagem sobre o conteúdo abordado: “Histórias que saem dos livros”.

IV Seminário Conversas ao Pé da Página

Literatura Infantil e Juvenil e Formação do Leitor Literário


 Abertas as incrições para o 4º Seminário da Série (mediação de Dolores Prades)


Com Cecília Bajour, João Luís Ceccanti e Ilan Brenman


[Terça-feira, dia 16 de agosto, SESC Pinheiros]

Seguindo o itinerário proposto pelos Seminários das Conversas ao Pé da Página, nos parece importante conversar e refletir neste quarto encontro sobre a função e o papel que este gênero literário- a literatura infantil e juvenil- desempenha na formação dos jovens leitores.