Aqui você encontra a arte de contar histórias (storytelling)
entrelaçada à empatia, mediação de leitura, educação, brincar, sustentabilidade e cultura de paz.

Homenagem ao Dia Nacional do Livro Infantil - e Oscar Schmidt


Dia de celebrar histórias e a memória de nossos heróis - como Oscar Schmidt (e os nossos próprios pais ou ainda os pais e mães que queremos ser)

Por Fabio Lisboa

O Oscar (Schmidt) disse que não existe “mão santa”, existe “mão treinada”.

E minha homenagem vai para o nosso maior cestinha que — junto com o livro infantil que se celebra hoje — encantou crianças como eu.

O mesmo vale para a mão de um ilustrador como o Oscar Reinstein (@oreinstein.ilustrador).

E também para a mão de um(a) escritor(a) — que rabisca (e/ou tecla) muito até que os rascunhos dos sonhos mais incríveis ganhem forma.

Daí vem o leitor… e sonha junto.

Daí vem a mãe, o pai, a professora, os avós que leem junto!

E, juntos, a gente já ganha o nosso “Oscar” — não como prêmio pra poucos, mas como inspiração pra muitos! A inspiração (e transpiração) de um jogo em andamento pra quem quiser entrar na roda (de leitura) e hoje tem várias pela cidade (de São Paulo) e quem quiser que crie a sua (onde estiver) e sempre!

Porque, se a gente olhar bem, hoje tem uma quadra invisível montada em roda: de um lado, palavras; do outro, imagens. Num time, a saudade, o vazio no peito e a tristeza da partida, no outro, o amor eterno e pulsante, a paz do descanso e a alegria do (re)encontro. E quem disse que no nosso jogo imaginário os times não podem circular, jogar (e ganhar) juntos! Um completando o outro!

O traço de um Oscar desenha uma linda jogada de mil ideias, a memória do Oscar lembra que é bonito insistir - em mil arremessos por dia até um dia, bem antes do final, querer menos acertar e mais insistir em ser apenas um bom pai, um bom marido, um bom filho… - e, no meio, mediadores, leitores e ouvintes fazendo a bola rodar até encestar maravilhas na cachola e sutilezas no coração!

Neste Dia do Livro Infantil, que ninguém fique parado porque tem história pedindo passe e cada conto compartilhada vale muito mais que 3 pontos. Até porque, você sabe, quem conta um conto, aumenta um...

Ponto... final? Ou três pontos... isso a gente só vai descobrir do outro lado. Enquanto isso, seguimos no jogo e como nos contam os livros, e o nosso eterno craque Oscar Schmidt, com esperança, vontade, técnica, treino e perseverança seguimos, só um pouquinho delirantes, trazendo pra perto e buscando realizar até os sonhos que nos parecem mais distantes.

Por Fabio Lisboa

www.contarhistorias.com.br

https://www.instagram.com/fabiolisboahistorias

#DiaDoLivroInfantil #homenagem #OscarSchmidt

Pop Rua Jud: Hoje ao meio dia tem Um Rio de Histórias na Praça da Sé

Foto: Juliana Roncada

Com Fabio Lisboa

Ação cultural e de cidadania destinada a população em situação de rua. Ação reúne serviços essenciais e amplia o acesso à cidadania para a população em situação de rua no centro da capital

Teve início nesta segunda-feira (13), na Praça da Sé, a 7ª edição do Pop Rua Jud Sampa – Mutirão de Atendimento à População em Situação de Rua – e a 4ª Semana Nacional do Registro Civil – Registre-se –, iniciativas do Judiciário brasileiro voltadas à promoção da cidadania. As atividades seguem até sexta-feira (17), das 10h às 16h, com distribuição de senhas no local e fechamento dos portões às 15h.

A iniciativa reúne, em um único espaço, atendimentos essenciais como emissão e regularização de documentos, inclusão em programas sociais, orientação jurídica, serviços de saúde, alimentação e encaminhamentos para oportunidades de trabalho, fortalecendo o acesso a direitos e à cidadania.

No dia de hoje, 15-04-2026, será apresentado gratuitamente a intervenção artística com sessão de contação de histórias:

Rio de Histórias: Confluir contos, causos, sonhos e memórias, do Tietê ao Tamanduateí

Vamos parar um pouquinho para escutar as nascentes – de águas e palavras doces, de sonhos fluentes... Tendo os rios, os caminhos do imaginário e suas confluências imigratórias interligando as localidades paulistanas, cada reconto de Fabio Lisboa traz uma viagem pela cultura dos povos, num compasso além do tempo e do espaço que formam a nossa cidade e identidade. Do Tietê – na época em que fazia jus à origem tupi - nasce uma história real de pescador do avô do contador.

Tudo verdade, como nos causos trazidos à capital pela cultura caipira, passando pelo soterrado murmúrio - mas ainda vivo - do rio Saracura, de onde surge um quilombo e um grito de liberdade que se ouve até hoje e desemboca no Tamanduateí, de onde brota uma fábula Guarani. Bora refrescar a memória e mergulhar no imaginário que a fonte é inesgotável neste Rio de Histórias.

Mais informações sobre a ação:

https://prefeitura.sp.gov.br/web/assistencia_social/w/7%C2%AA-edi%C3%A7%C3%A3o-do-mutir%C3%A3o-pop-rua-jud-acontece-na-pra%C3%A7a-da-s%C3%A9-at%C3%A9-sexta-feira-17-

https://www.trf3.jus.br/pop-rua/eventos

https://www.tjsp.jus.br/Noticias/Noticia?codigoNoticia=113990

 

Ciência em Histórias

 

Fabio Lisboa. Foto: Divulgação. Edição: Juliana Roncada.

Uma viagem no rastro de um cometa - quebrando as fronteiras do tempo e do espaço - para salvar o planeta

Num lado do planeta, uma cientista - que quase nunca erra - corre contra o tempo (e a emergência climática) tentando resolver os problemas da humanidade na Terra, no entanto, pra lhe ajudar no intento, encontra apenas uma menina criativa que não tem tempo a perder e, portanto, só quer brincar. E quem sabe a pequena artista vai provar que brincadeira é coisa séria e um dia vai se transformar numa eminente cientista?

Num outro tempo, do outro lado da esfera terrestre, dois meninos fera em brincar (até de ciências), tentam entender a natureza, seguir o rastro de um cometa e acabam realizando sonhos pelo planeta, numa inusitada pauta, onde um vira contador de histórias, e o outro, biólogo astronauta.

Nesta sessão, Fabio Lisboa mistura ficção e realidade em contos planetários e recontos além do tempo e para qualquer idade, que nos conduzem, de histórias dos povos originários - amazônicos e nórdicos - a nossa identidade, numa viagem cósmica às fronteiras poéticas e científicas, experiências surpreendentes, equacionando uma fórmula com boa probabilidade de resultar, ao menos, em algum momento, em encantamento. Não por coincidência, só é preciso ouvidos (mentes e corações) abertos e um pouco de paciência e persistência até comprovar: Não é mágica, é ciência! Mas você só vai acreditar vendo, ouvindo, criando hipóteses, experimentando e vindo para expandir a sua consciência, imaginação e memória e, claro, seus conhecimentos de Ciência em Histórias!

  

Evento: Sessão de Contação de Histórias com Fabio Lisboa: Ciência em Histórias.

Atividade gratuita

Classificação: Livre para qualquer idade.

Data: Dia 10-01-2026, Sábado.

Horário: 11h.

Duração: 1h.

Local: Museu Catavento - Área externa.

O significado do Natal - num presente azul

Foto: Ben White – Unsplash.

Muito antes de Papai Noel, a tradição de dar presentes no Natal tem a sua origem no ano zero com os Reis Magos seguindo a estrela guia até Belém e presenteado o Menino-Jesus.

Mais de 2 mil anos depois, na carta que o meu menino, Matheus, de 2 anos, escreve ao Papai Noel, só tem uma palavra: azul.

Bem, ele ainda não sabe escrever. Mas na véspera de Natal descobri que o meu bebê, digo, menino, já sabe bem o que quer.

 

Muitos dias antes, explico a ele que o Menino-Jesus nasceu no dia 25 de dezembro a muitos Natais (na verdade, no primeiro Natal) atrás. Mostro que a história completa está na Bíblia e o presépio representa a cena do nascimento de Cristo. Os Reis Magos entenderam a mensagem dos céus e estão trazendo presentes ao bebê que está por vir, destinado a mudar o mundo com o seu Amor. Cada um deles tem uma idade diferente, o jovem Gaspar, o de meia idade Baltazar e o velho Belchior. O primeiro, indiano, vem da Ásia, o segundo, negro, de terras árabes da África, e o terceiro, branco, da Europa. Representam a união de diferentes gerações, povos e credos.

 

São reis pela sua importância e magos por saberem identificar, como sábios e astrônomos, nos sinais no céu as profecias, talvez uma confluência de planetas (Júpiter, Saturno e Urano) e no aparecimento de uma estrela brilhante no oriente que até hoje intriga astrônomos e historiadores pelo mundo.

Pequeno tributo a história de Jane Goodall: Uma vida dedicada a vida - das pessoas, dos animais, do planeta

Retrato da primatologista britânica Jane Goodall realizado no estúdio fotográfico da National Geographic Society em Washington, Estados Unidos. Foto de MARK THIESSEN

 

Homenagem do Blog Contar Histórias em honra a Jane Goodall e seu legado. Por Fabio Lisboa

 

Dra. Jane Goodall foi a maior primatologista do mundo, uma das mulheres que revolucionou a ciência com as suas descobertas (redefinindo o que era ser humano, por exemplo, até os anos 60 do século XX, o uso de ferramentas era considerado o nosso “diferencial”, o que mudou, quando Jane registrou os chimpanzés usando gravetos como vara de pesca de cupins) e uma incansável ativista pelo meio ambiente e justiça socioambiental.

 

A cientista foi também uma oradora fantástica, uma verdadeira contadora de histórias. Muito me tocou o seu relato de, quando criança bem pequena, ter levado um punhado de terra com minhocas pro meio da sala de estar de sua casa pra brincar. Sua mãe, em vez de brigar com ela, a ensinou, com docilidade, que o lugar das minhocas era na terra e a ajudou a devolve-las (vivas) até o quintal de sua casa.*

Contação de histórias ambientais e ações pelo clima

 

No Sesc Santo Amaro, grátis

16-08-25, sábado, 14h

Mudas de Mudança, Sementes de Esperança

Sessão de contação de histórias e atividades sensibilizantes sobre as mudanças - climáticas, e em nós

 

Na múltipla encruzilhada entre o aqui-agora de emergência climática, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a Agenda 2030 (e para já) e o tempo além do tempo do “era uma vez” e de dias melhores, se cruzam histórias de seres e árvores próximas e distantes, desde a fábula do sábio tigre, rei da floresta de Bali, em busca de equilíbrio ecológico, a harmonia dos ciclos da natureza na origem da noite num mito indígena amazônico dos Gavião-Ikolen, até encontrarmos, em nossas próprias histórias, o plantio de uma diversidade de boas palavras e ações para germinarmos mudas de mudança e semearmos sementes de esperança.

Futebol em Histórias:

 
Da Origem dos Jogos de Bola ao Freestyle com a Seleção dos Sonhos - do Imaginário e da Memória

Com o contador de histórias Fabio Lisboa e Marisa Freestyler, hexacampeã brasileira de futebol freestyle.


Próxima sessão no Sesc Santo Amaro, grátis:

9/8/25, sábado, 14h: Futebol em Histórias

 

Imagine entrar em campo com o pé direito e juntar, no Jogo do Século, na mesma seleção, alguns lendários arqui-inimigos de nossos heróis num contra a estelar seleção canarinho de todos os tempos liderada pelo Rei do Futebol! Em outra final universal – ancestral e inclusiva - os pesos-pesados Animais da Terra enfrentam os flutuantes Animais do Ar num fabuloso mito indígena que remonta o início dos tempos e a origem dos jogos de bola.

 

Se, na prática, seria impossível, no seu espaço cultural, biblioteca ou escola (e na Imaginação) tudo é possível! Nesta sessão de contação de histórias as lembranças afetivas pessoais do narrador (e boleiro), Fabio Lisboa, se juntam as dos ouvintes. Assim – em um tempo (sessão) de 45 minutos e mais 15min de acréscimo - o tempo congela e os sonhos parecem virar realidade.

Assim, dos pés à cabeça, a bola para no ar enquanto as histórias não param de ressoar, como num estádio em estado de graça, cantando e retumbando, da boca aos ouvidos e dos ouvidos ao coração, dando asas aos pés e à imaginação. 

 

Com Fabio Lisboa e participação da atleta Marisa Freestyler, pioneira e hexacampeã brasileira de futebol freestyle.

 

Confira no replay, digo, no trailer (no You Tube - ou no Instagram) - aquecidos pra entrar em campo em seu espaço!

 

Outras sessões, SESC SANTO AMARO - sessões de contação de histórias, na praça coberta, grátis, aos sábados, às 14h: