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O significado do Natal - num presente azul

Foto: Ben White – Unsplash.

Muito antes de Papai Noel, a tradição de dar presentes no Natal tem a sua origem no ano zero com os Reis Magos seguindo a estrela guia até Belém e presenteado o Menino-Jesus.

Mais de 2 mil anos depois, na carta que o meu menino, Matheus, de 2 anos, escreve ao Papai Noel, só tem uma palavra: azul.

Bem, ele ainda não sabe escrever. Mas na véspera de Natal descobri que o meu bebê, digo, menino, já sabe bem o que quer.

 

Muitos dias antes, explico a ele que o Menino-Jesus nasceu no dia 25 de dezembro a muitos Natais (na verdade, no primeiro Natal) atrás. Mostro que a história completa está na Bíblia e o presépio representa a cena do nascimento de Cristo. Os Reis Magos entenderam a mensagem dos céus e estão trazendo presentes ao bebê que está por vir, destinado a mudar o mundo com o seu Amor. Cada um deles tem uma idade diferente, o jovem Gaspar, o de meia idade Baltazar e o velho Belchior. O primeiro, indiano, vem da Ásia, o segundo, negro, de terras árabes da África, e o terceiro, branco, da Europa. Representam a união de diferentes gerações, povos e credos.

 

São reis pela sua importância e magos por saberem identificar, como sábios e astrônomos, nos sinais no céu as profecias, talvez uma confluência de planetas (Júpiter, Saturno e Urano) e no aparecimento de uma estrela brilhante no oriente que até hoje intriga astrônomos e historiadores pelo mundo.

O deserto intransponível e os cantis secos



História real por Fabio Lisboa

Eu e meu irmão menor fazíamos os preparativos para a travessia de um deserto quase intransponível. Este deserto começava no quarto de costura de minha avó e se estendia pelo corredor até a sala de estar.

Era 1983, eu tinha 8 anos e o Gu, meu irmão Augusto, 5. O nosso deserto tinha uns 10 metros no total. Todavia, na época, esses 10m adquiriam proporções colossais pois circulávamos inúmeras vezes pelo trajeto. Além disso, criávamos obstáculos e íamos vencendo a travessia, escalando morros de almofadas amontoadas no corredor, adentrando uma caverna debaixo da mesa da sala e atravessando a ponte do sofá de molas por cima de um caldaloso tapete escorregadio, perigosíssimo, infestado de jacarés e areia movediça - não me pergunte como os jacarés conseguiam nadar na areia movediça, só sei que ambos conseguiam estar lá, juntos, na nossa imaginação e, sem dúvida, no tapete da sala da minha avó.

Algumas brincadeiras e viagens fantásticas só são mesmo permitidas na casa dos avós. E para uma brincadeira ser mesmo fantástica, além da permissão é preciso concentração, imaginação, cooperação e, antes de tudo, preparação.

Por que as coisas tem o nome que tem?



Uma história real, por Fabio Lisboa

Sempre quis conhecer o real significado das palavras. Um dia eu descobri porque o pufe se chamava pufe.

“Não faça isso, é perigoso” – meus pais sempre diziam isso quando eu fazia descobertas semânticas arriscadas como a do pufe.