Aqui você encontra a arte de contar histórias (storytelling) entrelaçada à empatia, mediação de leitura, educação, brincar, sustentabilidade e cultura de paz.
Imagine o poder de uma pessoa projetando suas imagens mentais em outra. Imagine o poder de alguém adivinhando os pensamentos do outro antes deles acontecerem. Registrar a manifestação deste poder poderia parecer um experimento paranormal mas trata-se de um experimento científico da Princeton University feito por uma equipe de cientistas liderados pelo Professor Dr. Uri Hasson em 2010.
Este poder de conexão não é um privilégio dos estudiosos (e cérebros estudados) em Princeton e sim está presente no dia-a-dia de todos os que se propõe a falar dirigindo-se ao outro e a ouvir este outro.
por Red Internacional de Cuentacuentos (RIC) ::International Storytelling Network
A RIC - Rede Internacional de Contadores de Histórias - convida a todos de qualquer parte do planeta para a segunda edição do “Histórias para mudar o mundo”, no próximo dia 21 de junho de 2012, quinta feira. No ano passado, foram centenas de pessoas narrando contos em 30 países!
A proposta é convocar a todos que queiram participar: Contadores de histórias profissionais, voluntários ou espontâneos, Cuentacuentos, Storytellers, bibliotecários, professores, pais, avós, jovens e todos aqueles que tenham interesse em contação histórias, para que narrem contos nesse dia em diferentes locais: escolas, bibliotecas, colégios, casas de família, praças, parques, centros culturais, salas teatrais etc.
Acontecerá nos dias 13, 14, 15 de julho de 2012, em Santa Bárbara d´Oeste (São Paulo – SP), o 5º Encontro Nacional de Contadores de Histórias. Inscrições até dia 20 de junho de 2012.
Palavras passageiras, tão frágeis quanto a última moda, ou palavras que podem se tornar verdadeiras, que tem raízes ancestrais e que marcarão o início de atitudes novas a serem tomadas? O que tem a ver uma com a outra? O que contam? Contação... Sustentabilidade... Claro, o que cada um de nós faz, conta! E o que nós contadores de histórias, contamos, também! Seria tão bom se em todo o canto do Brasil houvesse uma “virada sustentável”... não apenas um evento isolado, não apenas palavras, mas mudanças reais de atitude que se traduzissem em histórias (fantásticas, ou não, mas acima de tudo) verdadeiras.
Participe da programação da Virada sustentável, dias 2 e 3 de junho em São Paulo: atividades culturais, workshops, palestras, brincadeiras, plantios e, claro, contação de histórias... em pauta, questões individuais e planetárias que podem divertir e conscientizar, aliás: Só quem é de fora não precisa se preocupar com o planeta. Virada sustentável: Terráqueo, participe! E transforme o preocupar em cuidar, contar, inspirar, virar!
Ao contar histórias, os narradores tradicionais contam quem são. Ao adentrar a floresta encantada das narrativas nos embrenhamos pelos labirintos psicológicos de nós mesmos e nesta incansável busca de nos ouvir tão de perto, tentamos nos despir de palavras supérfluas para falar da essência que vale a pena ser contada - e recontada. Queremos compartilhar as maravilhas que encontramos no coração da floresta.
Conto da tradição oral recolhido e recontado nesta versão dos Irmãos (Wilhem & Jacob) Grimm
Há muito tempo, quando os desejos funcionavam, vivia um rei que tinha filhas muito belas. A mais jovem era tão linda que o sol, que já viu muito, ficava atônito sempre que iluminava seu rosto. Perto do castelo do rei havia um bosque grande e escuro no qual havia uma lagoa sob uma velha árvore.
Quando o dia era quente, a princesinha ia ao bosque e se sentava junto à fonte. Quando se aborrecia, pegava sua bola de ouro, a jogava alto e recolhia. Essa bola era seu brinquedo favorito.
Porém aconteceu que uma das vezes que a princesa jogou a bola, esta não caiu em sua mão, mas sim no solo, rodando e caindo direto na água. A princesa viu como ia desaparecendo na lagoa, que era profunda, tanto que não se via o fundo. Então começou a chorar, mais e mais forte, e não se consolava e tanto se lamentava, que alguém lhe diz:
- Que te aflige princesa? Choras tanto que até as pedras sentiriam pena.
Ana Luisa Lacombe conta historias na Casa do Faz e Conta
Neste ano o Encontro Internacional de Contadores de Histórias Boca do Céu - que tradicionalmente ocorre em maio - foi adiado para setembro (10 a 16/set/2012), mas, ainda assim, o mês está fervilhando de boas apresentações, palestras, oficinas, roda de histórias, Virada Cultural e um Encontro Regional!
Seguem as dicas selecionadas pelo Blog Contar Histórias (gratuitas, a preços populares ou bem pagas).
Dias 5 e 6 de maio de 2012 – Destaques da Programação Cultural Infantil da Cidade de São Paulo
Todas são atividades gratuitas. No entanto, recomendo ligar para confirmar a programação e o esquema de retirada de ingressos pois muitos lugares costumam lotar e é preciso chegar com antecedência. Fontes utilizadas para esta seleção do Blog Contar Histórias: Sites Oficiais da Virada Cultural, do CCJ e do CCSP, Guia da Semana e Vejinha.
Rua Oscar Freire, 2.500 – (ao lado do metrô Sumaré) - São Paulo - SP - Fone (11) 3065-4333.
18h às 20h00 - 7º Encontro de Contadores de Histórias do Centro da Cultura Judaica (Com Leila Garcia, Grupo Parampará, Cia Rodamoinho e Ilan Brenman) | Apresentação de Ana Luísa Lacombe (ingressos são distribuídos 1 hora antes do início mas é bom chegar pelo menos 1:30h antes pois as vagas costumam esgotar)
Dia 06 – domingo – 10h – De repente nas profundezas do Bosque – conto de Amós Oz com Ana Luísa Lacombe.
Como elevar a autoestima e lidar com as diferenças?
Apresentação do livro de Karin Sá Rego porFabio Lisboa
Você já se sentiu diferente dos outros? Já sentiu que os outros olhavam para você como alguém “diferente” deles? Já tentou fazer algo diferente para se sentir parte dos “outros”?
Gigi Balangandã era uma girafinha que se sentia assim, diferente das outras girafas, por ter um pescoço curtinho, curtinho. Só que um dia, ela pediu ajuda e os outros animais decidiram ajudá-la a se sentir melhor. O problema é que nem sempre tinham uma boa ideia para elevar a autoestima, ou melhor, elevar a cabeça (de fato) esticando o pescoço da Gigi! Será que a girafinha vai conseguir ser alguém que ainda não é? Ou será que vai conseguir conviver com ela mesma do jeito que é?
Fabio Lisboa no Quintal da Cultura conta Gigi Balangandã de Karin Sá Rego
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Workshop debate a descoberta do brincar e contar histórias na saúde mental
Iniciativa do IPq e da Associação Viva e Deixe Viver, o evento contará com profissionais de diversas áreas, em programação de palestras e oficinas. Entre os destaques, a importância da lucidade e da contação de histórias, tanto para crianças em situação de risco como para pacientes com transtornos mentais. (Obs: a Oficina “Narrando Clássicos, Vivendo Contos de Fadas” será ministrada por Fabio Lisboano dia 26 de maio).
Mensagem para o Dia Internacional do Livro Infantil
por Francisco Hinojosa
"Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro. Na verdade não era só um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas histórias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e príncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chumbo, de gigantes bonacheirões e fábricas de chocolate. Encheram o mundo de palavras, de inteligência, de imagens, de personagens extraordinárias. Permitiram risos, encantos e convívios. Carregaram-no de significado. E desde então os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: “Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro…”
Quando lemos, contamos ou ouvimos contos, cultivamos a imaginação, como se fosse necessário dar-lhe treino para a mantermos em forma. Um dia, sem que o saibamos certamente, uma dessas histórias entrará na nossa vida para arranjar soluções originais para os obstáculos que se nos coloquem no caminho.
Pois as pessoas daquela cidade não. Não sei se era excesso de poluição no céu ou de congestionamento nas mentes.
Mesmo naqueles tempos, quando ainda se pegava água no poço e não havia tantos congestionamentos, ninguém tinha tempo pra nada, muito menos para olhar para o céu enluarado. Ninguém queria ficar com a cabeça na lua.
Quer dizer, ninguém, a não ser Nasrudin.
O sábio Nasrudin não perdia a inocência e o brilho no olhar ao olhar para a Lua. Todos os dias ele fazia esse exercício do olhar... bem, com exceção do dia em que a necessidade o deixou cego, desesperado, cabisbaixo: o mulá estava com tanta sede que saiu correndo, no meio da noite, até chegar esbaforido para pegar água no poço. Nem por um segundo ele olhou para o alto. No entanto, olhando para baixo, ele teve uma surpresa! Uma surpresa vinda do fundo do poço!
Mas será que as pessoas vão entender que surpresa era aquela? Vão deixar a surpresa sair do fundo do poço? Vão olhar para o alto?
Será que um dia vamos enxergar de novo um maravilhoso brilho que vimos quando éramos crianças ao olharmos para o céu...
Mesmo na correria, se você tiver 2 minutos e meio para ouvir, Nasrudin responde :O)
Nasrudin e o brilho da Lua
Fabio Lisboa no Programa Quintal da Cultura conta Nasrudin e o Brilho da Lua (TV Cultura)
(caso não consiga assitir clicando na imagem acima, copie e cole o link abaixo em seu navegador)
A resposta aparentemente simples está na 1ª parte desta postagem, cujo clima pode ser retomado quando...
(...) o estrado parava de ranger, o quarto de subir e descer, o colchão deixava de cumprir a função de pula-pula e enfim, a cama voltava a ser cama. Elástica, começava a ficar a nossa mente. Com a nossa imaginação pegando carona em camelos atravessando desertos, com crianças desbravando florestas e em foguetes indo para o espaço conseguíamos esticar pra longe o nosso olhar e ao mesmo tempo nos ver mais de perto. Ao enxergar quem éramos, a nos sentir parte de algo maior e maravilhoso, aos poucos, calmamente, dormíamos. Sim, contar histórias serve para fazer as crianças dormirem.
Mas o leitor atento já reparou que, a partir desta resposta pessoal um pouco mais elaborada, contar histórias serve, no mínimo, para ensinar mais quatro coisas: