Aqui você encontra a arte de contar histórias (storytelling)
entrelaçada à educação, literatura, brincar, educação ambiental e cultura de paz.

Os Contadores de Histórias e a sua Arte da Palavra

Jiddu Saldanha no 1oº Simpósio Internacional de Contadores de Histórias

O contador de histórias transforma a arte da palavra em arte do encontro. Esta frase me veio à mente no momento em que conheci a Benita Prieto, idealizadora e produtora do Simpósio Internacional de Contadores de Histórias (no Rio de Janeiro) e os dias de convivência com os participantes do evento -  contadores, escritores, mediadores e incentivadores de leitura, educadores, ouvintes, crianças... -  só vieram a confirmar a primeira impressão sobre a moradora da Cidade Maravilhosa e a nossa gente visitante constante das terras das Histórias Maravilhosas.

Como em outros encontros de contadores de histórias (como o “Boca do Céu”, idealizado em São Paulo por Regina Machado e outros com os links no final da postagem) as mais variadas pessoas e ideias durante mágicos momentos narrativos e “escutativos” convergem...


Angela Pecego, Benita Prieto e Ronaldo Mota no 1oº Simpósio Internacional de Contadores de Histórias
 De várias idades, vindos de diferentes cidades, parece que todos rumam para um local em comum. E não é um “lugar comum”, pelo contrário, é um local imaginário muito especial. Tod@s parecem andar em busca de onde terminam (e recomeçam) as histórias.

Mas antes de chegarmos lá – onde mora o encantamento – passamos por conflitos, provações, privações, claro. Uma ou outra noite sem dormir, um ou outro contador (ou microfone) sem voz ou amigos (laptops) imaginários. Atalhos para a felicidade costumam ser ilusórios ou traiçoeiros. E mais, sem um mapa que seja difícil de ser lido, sem dificuldades para serem superadas, não há história, não há verdade, não há sequer caminho.

O bom é olhar para trás e ver que as pedras que ficaram pra trás em nossa passagem formam uma bela paisagem.

O que me deslumbra é que durante as grandes travessias rumo à felicidade percebemos que é possível ser feliz no passo-a-passo, e que as peripécias cotidianas também podem ser grandes aventuras.


Delinear um relato maravilhoso do dia-a-dia pode nos ensinar a ver um novo dia de sol para o futuro e a reinterpretar um dia nublado do passado.

Com as  Histórias que saem dos livros os participantes puderam (caso quisessem, mesmo num espaço-tempo limitados) dar um pulinho até a infância e trazer de lá histórias pra lá de significativas.

Fabio Lisboa e contadores no 1oº Simpósio Internacional de Contadores de Histórias

Dessa forma, com as participantes (e não com “os” porque elas são maioria) grandes contadoras de história aprendi que:

É impossível não se emocionar com a criança que consegue, pela primeira vez, uma fantasia e a liberdade de pular o carnaval na mesma hora em que sua mãe cai doente.

É raro não torcer pela perseverança das pessoas que tiveram uma infância de privações, perdas, traumas e separações.

Não dá pra ficar pra ficar sério com a menina que faz travessuras e as tenta deletar com a língua mas é delatada pelos próprios olhos.

E que não dá pra não se sentir feliz pela menina-moça que pela primeira vez vê o mar.

Todas estas histórias são pessoais e únicas mas de tão profundamente humanas falaram de perto a todos nós.

Por isso é como se já nos conhecêssemos a tempos. Como diz a Benita Prieto, em 3 dias os contadores viram melhores amigos! Podemos nos esquecer de alguns nomes mas suas vivências narrativas ficarão cintilando conosco. Triste ou bela, singela ou poderosa mas sempre sincera, a experiência maravilhosa do outro nos fascina. O seu brilho ilumina o mapa para chegarmos ao nosso próprio coração.

A palavra do outro nos faz encontrar a nós mesmos.  Evidentemente que qualquer “blábláblá” não é suficiente mas sim a palavra valorosa, palavra encantadora. Palavra de Encontro. Palavra de Coração. Palavra de Contador de Histórias.


Roberto de Freitas no 1oº Simpósio Internacional de Contadores de Histórias

Abraço histórico no 1oº Simpósio Internacional de Contadores de Histórias



Almir Mota e Júlia Barros contam histórias de terror, digo, de amor e SE CASAM                                             (de verdade!) no 1oº Simpósio Internacional de Contadores de Histórias
Encontros de Contadores de Histórias

Boca do Céu –Encontro Internacional de Contadores de Histórias (São Paulo - SP)

Montanhas de Histórias (Ouro Preto – MG)

Festival “A Arte de Contar Histórias” (São Paulo - SP)

Encontro Nacional de Contação de Histórias (Santa Bárbara do Oeste -SP)

Encontro de Contadores de Histórias de Cubatão (Cubatão –SP)

Seminário Internacional de Contadores de Histórias (Passo Fundo – RS)

Festa de Histórias (Jundiaí – SP)

Storytelling Festivals (em inglês – Festivais nos EUA e no mundo)

Festivais do mundo todo selecionados pela Red Internacional de Cuentacuentos (RIC)

(quem conhecer outros, por favor, acrescente nos comentários)

Fotos

3 comentários:

Benita Prieto disse...

Que lindo!!!!!!!!!!!!! Beijos

Adriana disse...

Fábio, compartilho o que Benita disse acima: Lindo!

Lindo também é quando diz: "O bom é olhar para trás e ver que as pedras que ficaram pra trás em nossa passagem formam uma bela paisagem."

e sinalizam o caminho para podermos voltar...

Beijo!

Marilia Tresca disse...

Que bacana Fábio ! Encontrar histórias e pessoas é o que há de mais feliz neste mundo. Pena não pude ir... mas quem sabe no ano que vem! Parabéns pelo post, muito poético e vibrante.
Abraço carinhoso,

Marilia Tresca

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