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entrelaçada à educação, literatura, brincar, educação ambiental e cultura de paz.

História real: Herói da Floresta

Castanheira-do-Brasil por Clovis Miranda-WWF-Brasil
O castanheiro que não pode ser silenciado

Tentaram enterrar as suas palavras. O que podemos fazer para não silenciar o herói? De uma cobertura vegetal de 85% de floresta nativa (1997), resta pouco mais do que 20% (2011) na área em que José Carlos Ribeiro viveu e plantou vida, a vida toda.

“É um desastre para quem vive do extrativismo como eu, que sou castanheiro desde os 7 anos de idade, vivo da floresta, protejo ela de todo o jeito. Por isso eu vivo com a bala na cabeça (...).”

Árvore e ofício de vida: Castanheiro. O homem gostava de ser chamado pelo mesmo nome de suas “irmãs”: castanheiras-do-Brasil. E se às vezes esquecemos que somos todos parte da família da Terra, se estamos surdos para ouvir os suplícios da vida vegetal do planeta, ele não. Se as vidas ancestrais da Amazônia (e das cidades), destroçadas pela nossa ganância pelo novo, não podem gritar por socorro, ele falava por todos e todas.


Incansável, sonhava com “árvores e homens de pé”, porém sabia que contando a história real da floresta, o seu destino poderia ser o mesmo de Chico Mendes e Irmã Dorothy. Mas nem por isso se calou:
“Eu posso estar hoje aqui, conversando com vocês, daqui a um mês, vocês podem saber a notícia que eu desapareci. Me pergunto: tenho medo? Tenho. Sou ser humano, tenho medo. Mas, o meu medo não empata de eu ficar calado! Enquanto eu tiver força para andar, eu estarei denunciando todos aqueles que prejudicam a floresta!”

Derrubaram as árvores. Fizeram tombar o homem e sua esposa. Assinaram os defensores da vida: Maria do Espírito Santo e José Carlos Ribeiro da Silva. Mas nunca calarão as suas palavras. Quem sabe, nós, da cidade, também as ouvimos: “Quando vocês forem comprar alguma coisa que seja derivada de madeira, que seja derivada da floresta, procurem a origem. Só assim nós vamos começar a frear uma coisa que a gente não consegue lá no mato.”

Já mataram muitos outros. Essas “gentes que só pensam no capital, pensam só neles, não pensam nas futuras gerações, não pensam em nada” são incapazes de sentir o rastro de sangue que vem atrás do que estão plantando. Plantando, consumindo ou dizimando?

Tiraram a vida. Mas é impossível tirar o sonho real, contado e vivido por um homem ou mulher. E esta utopia contagia milhares de pessoas e um dia vira realidade. Não só na Amazônia mas no Brasil e no mundo. É impossível deixarmos de contar a história real do herói, do castanheiro José Carlos Ribeiro da Silva, que é muitos.
(incluindo trechos da palestra de José Cláudio no TEDxAmazônia)

O que podemos fazer já?

Como denunciar o corte ilegal de árvores? (abaixo dos links)

Plantar árvores sem sair de casa
(não é mais possível plantar árvores com apenas um clique – na nova fase do projeto as mudas são pagas e é possível comprar o lote mínimo de 10 mudas por R$20,00)


Plantar árvores em muitos lugares

Apoiar Instituições que salvam a natureza e vidas

Criar, dar voz e apoiar atividades culturais transformadoras
Na Virada Sustentável, mais de 300 atividades culturais e educativas, ligadas aos temas da sustentabilidade, agitaram a capital paulista durante o final de semana do Dia Mundial do Meio Ambiente. Uma das atrações lúdicas foi o Jogão do Planeta,realizado pelo Instituto Baraeté.

Dar e valorizar bons exemplos
Madalena Lima promove a reciclagem de lixo e a organização dos catadores
Lorrane de Souza, de 12 anos, estimula o hábito da leitura entre crianças e adolescentes

Apoiar a causa indígena nas aldeias e cidades

Lista de organizações de apoio aos povos indígenas


Apoiar a causa dos pequenos produtores rurais, da reforma agrária e consumir produtos orgânicos

Dez bons motivos para o consumo de alimentos orgânicos agroecológicos


Apoiar ONGs ligadas à preservação ambiental

Consumir com consicência
www.akatu.org.br


Referências
Trechos retirados da Palestra de José Cláudio no TEDxAmazônia.

Assista à palestra na Integra (subtitles in English):



Fotos:
Castanheira-do-Brasil por Clovis Miranda (em reserva extrativista em Altamira, Pará), acessada em WWF-Brasil, onde constam mais informações sobre a espécie.
Homenagem a Zé Cláudio no site TEDxAmazônia.

Notícias
Assassinatos expõem mais uma vez violência contra defensores da floresta amazônica e omissão do Estado http://www.socioambiental.org/noticias/nsa/detalhe?id=3347

José Cláudio Ribeiro da Silva (Zé Cláudio) and his wife, Maria do Espírito Santo, were killed near their home in Nova Ipixuna.
http://www.guardian.co.uk/world/2011/may/24/amazon-rainforest-activist-killed

Como denunciar o corte ilegal de árvores?

Resumo
O seu vizinho tem uma árvore maravilhosa na frente da casa dele. É uma árvore grande, está ali desde que você se lembra, mas ele se irrita de ter que limpar a calçada todo dia. Um belo dia você chega em casa e a árvore está prestes a ser derrubada bem na sua frente. E agora, como impedir essa ação?
Como não existe uma legislação nacional sobre o assunto, o corte e a poda das árvores devem obedecer critérios estabelecidos em leis estaduais e municipais, mas normalmente a regra é a seguinte: a poda só é justificada se for para retirar galhos que coloquem em risco a segurança das pessoas, eliminar ramos doentes e adequar o desenvolvimento da planta a espaços, edificações e equipamentos urbanos do entorno, como postes e fios elétricos. Agora, independente se a árvore está em área estadual ou municipal, o corte ou poda só pode ser feito com a autorização do órgão competente (prefeitura, departamento de áreas verdes, etc).
A seguir, algumas dicas para você impedir que o corte ilegal seja feito e denunciar o abuso:

Passos
1) Pare fisicamente o processo de corte das árvores. Sente embaixo delas, peça para parar, qualquer coisa para impedir que o estrago seja feito antes que você possa fazer algo a respeito;
2) Solicite a autorização para o corte das árvores que deve estar assinada por algum engenheiro agrônomo responsável pela área;
3) Peça ao responsável pela equipe que telefone para o engenheiro agrônomo para explicar que você não deixará que as árvores sejam cortadas até obter um laudo técnico que comprove algum risco, e que portanto necessitam de um rebaixamento ou mesmo da retirada das mesmas;
4) Ligue para o órgão competente e faça a denúncia. Na prefeitura de São Paulo você pode fazer pelo próprio site, através do link:
http://sac.prefeitura.sp.gov.br/default.asp. Selecione o assunto Jardinagem (poda, corte de mato) e explique o seu caso. Você pode fazer uma denúncia anônima, mas se quiser acompanhar sua solicitação, é melhor se identificar. Se preferir, ligue para o Disque-Denúncia (11/3396-3285). Em outras cidades, a denúncia deve ser encaminhada à prefeitura municipal.
5) Enquanto isso ligue e mande emails para todos os órgãos que trabalham com a questão ambiental para impedir que o infrator leve a cabo sua intenção.

Importante
Muita gente não sabe, mas mesmo o corte de árvores DENTRO das residências exige autorização de órgãos competentes para ser feito. Somente o corte de árvores ornamentais está livre desta obrigação. Em caso de corte ilegal, o infrator tem que pagar multa pela irregularidade.

Como denunciar ataques às árvores urbanas da cidade de São Paulo? 
O blog Árvores de São Paulo e colaboradores indicam o seguinte telefone da prefeitura: 3396-3285 e o e-mail: respeiteasarvores@prefeitura.sp.gov.br
Também: POLÍCIA CIVIL do MEIO AMBIENTE: 11.3214.6553 / 3259.2801 - órgão da policia civil do estado de SP. Polícia Militar – 190

Para mais informações:
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/campanhas/index.php?p=5286

Lembrando que a multa para crime ambiental como corte irregular ou poda sem autorização pode passar de R$ 10.000,00 dependendo da espécie e tipo de árvore.
Blog Árvores de São Paulo http://arvoresdesaopaulo.wordpress.com/

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