Aqui você encontra a arte de contar histórias (storytelling)
entrelaçada à empatia, mediação de leitura, educação, brincar, sustentabilidade e cultura de paz.

Carta da Terra: No Dia da Terra Oficinas, Histórias, Ações e Reflexões na UMAPAZ

Histórias, Músicas, Plantio de Árvores, Oficina sobre a Carta de Terra marcam o Dia da Terra

“Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum.” Carta da Terra.

(clique na imagem para ampliá-la)


Histórias apresentadas por Fabio Lisboa farão adultos, jovens e crianças refletirem sobre a Carta da Terra. A Carta da Terra teve seu embrião gerado na ECO 92, algum tempo depois foi reconhecida pela UNESCO e agora completa 10 anos. Para o brasileiro Leonardo Boff, um dos autores do mundo todo que participaram da redação do documento, a carta está baseada no princípio de que, se os humanos tem direitos que devem ser respeitados, a Terra também os tem.

A apresentação faz parte da comemoração do Dia da Terra na UMAPAZ (Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz, localizada no Parque do Ibirapuera em São Paulo), que envolve também a cerimônia de hasteamento da Bandeira da Terra, apresentação do grupo do Curso de Especialização em Ecologia, Arte, Sustentabilidade (IA/UNESP/UMAPAZ) da música Educação para o Futuro, plantio de árvores e na parte da tarde, a oficina Oficina “Conhecendo a Carta da Terra”.


“(...) precisamos, antes de tudo, cultivar um vínculo afetivo com a Terra: cuidá-la com compreensão, compaixão e amor; aliviar suas dores pelo uso racional e contido de seus recursos, renunciando a toda violência contra seus ecossistemas” Leonardo Boff (Resiliência e drama ecológico).

“Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida (...)” Carta da Terra.

Acesse o texto integral e mais informações:
http://www.cartadaterrabrasil.org/prt/text.html

Baixe a versão para crianças produzida pelo NAIA (Núcleo de Amigos da Infância e da Adolescência): http://www.fundacaoodebrecht.org.br/CTcriancas.php

Mais informações sobre Contar Histórias e o Meio Ambiente: http://www.fabiolisboa.com.br/

SERVIÇO:
Comemoração do DIA da TERRA na UMAPAZ

10h Contação de Histórias com Fabio Lisboa

11h Hasteamento da bandeira da Terra e Apresentação grupo do Curso de Especialização em Ecologia, Arte, Sustentabilidade da IA/UNESP/UMAPAZ

11:30h Plantio de Árvores


Oficina “Conhecendo a Carta da Terra”
Data: 22/4
Horário: das 14h às 18h.
Encerramento com o músico Valter Pini
Local: UMAPAZ
Endereço: Av. IV Centenário, 1268 - Portão 7-A, Parque Ibirapuera – São Paulo/SP

Mais informações sobre a Oficina “Conhecendo a Carta da Terra”.
O curso apresentará aos participantes a Carta da Terra – declaração lançada no ano 2000, que indica princípios éticos para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica.


O programa contempla os seguintes blocos:

* Preâmbulo

* Respeitar e Cuidar da Comunidade

* Integridade Ecológica

* Justiça Social e Econômica

* Democracia, Não Violência e Paz

* O Caminho Adiante

A oficina será ministrada por Daniela Piaggio, consultora especializada em Psicologia Social e Organizacional. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através do e-mail inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br.

Boca do Céu 2010 – Inscrições abertas (gratuitas) para o Encontro Internacional de Contadores de Histórias

O foco da edição 2010 do Boca do Céu será a importância das narrativas como experiência humana.

Regina Machado, idealizadora e curadora do evento, fala dos objetivos do Encontro e de sua estrutura pedagógica “triangular”: “A função principal desse Encontro é propiciar diferentes situações de contato com a arte da narração que possam inspirar ações educativas, culturais, sociais e estéticas que ressaltem a importância das narrativas no mundo de hoje”


“A estrutura do Boca do Céu é inspirada na Proposta Triangular para o ensino e aprendizagem da arte criada por Ana Mae Barbosa, cujos eixos são a produção, a reflexão e a apreciação da arte.”



Assim o evento se divide nos eixos:
Produção: Oficinas;
Reflexão: Debates sobre a arte narrativa, relatos e troca de experiências;
Apreciação: Apresentações de contadores brasileiros e estrangeiros para o público adulto e infantil.

No Encontro deste ano os debates e reflexões vão se estender a diversas áreas do conhecimento como psicanálise, antropologia, filosofia, música e cinema, entre outras. Dan Yashinsky, Jamie Oliviero e Robert Seven-Crows (Canadá), Marcela Romero (México), Hassane Kouyaté (Burkina Faso /França) estão entre as atrações internacionais. E os brasileiros Estevão Marques (SP), Lydia Hortélio (BA), Tapetes Contadores de histórias (RJ), Rosana Mont´ Alverne (BH), Sergio Bello (SC), entre muitos outros.

Serviço:
Boca do Céu: Encontro Internacional de Contadores de Histórias
Acesse edições anteriores, vídeos e a programação completa 2010: http://www.bocadoceu.com.br/

Inscrições gratuitas:
de 16 a 30 de abril (oficinas para as quais será preciso escrever uma carta de interesse em 15 linhas)
de 16 a 08 de maio (demais oficinas)

Data: 10/05 a 16/05
Inscrições: pessoalmente na Oficina Cultural Oswald de Andrade ou pelo site http://www.bocadoceu.com.br/
Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade
Rua Três Rios, 363 - Bom Retiro – São Paulo -SP - tel: (11) 3221 -2662
Mais informações: 5505 9314 r. 107 com Fernanda ou pelo site http://www.bocadoceu.com.br/

FNLIJ Catálogo de Bolonha 2010 - IBBY

Conheça O mistério amarelo da noite, autores e obras selecionadas pela FNLIJ
para o Catálogo de Bolonha 2010 - IBBY - 47ª Bologna Children's Book Fair

Os indicados (e que ficaram entre os finalistas - top 5) ao Prêmio Hans Christian Andersen (o Oscar da Literatura infantil e Juvenil, já recebido pelas autoras brasileiras Lygia Bojunga e Ana Maria Machado) deste ano foram: Roger Mello (Carvoeirinhos, Meninos do Mangue e A Flor do lado de lá) e Bartolomeu Campos Queirós (Até passarinho passa, O Olho de vidro de meu avô, Tempo de vôo).

Os homenageados deste ano foram 5 dos precursores de uma literatura infantil e juvenil genuína, transformadora, inteligente e sensível: Ana Maria Machado, João Carlos Marinho, Joel Rufino dos Santos, Ruth Rocha e Ziraldo.



Marcelo Marmelo Martelo, O Menino Maluquinho, Menina Nina, Na Rota dos Tubarões – O Tráfico Negreiro e outras viagens, Bisa Bia Bisa Bel e História Meio ao Contrário são alguns dos clássicos destes autores que a cada ano conquistam novos leitores...

Bem, quem está começando a estudar sobre (ou tentando se lembrar de quando lia) literatura infantil não tem obrigação de conhecer todas estas obras mas será uma delícia iniciar a jornada por qualquer uma delas... Mas quem é da geração anos 80 que como eu (que batia figurinhas para completar um álbum) tem obrigação de se lembrar do best-seller de João Carlos Marinho: O Gênio do Crime. Desde o lançamento em 1969, a aventura dos colecionadores de figurinha que se tornam detetives para desvendar falsificadores, já conquistou quatro gerações de leitores! Um excelente começo pra quem quer relembrar ou se embrenhar no mundo infanto-juvenil!

No restante do catálogo é possível conhecer as novas produções de autores (mestres na construção de cada ideia-texto) como Marina Colasanti, Heloísa Prieto, Ricardo Azevedo, Ilan Brenman, Flávio de Souza, Celso Sisto, Roseana Murray e Cláudio Martins, entre outros, ilustradores (mestres na construção de cada ideia-imagem) como Roger Mello, Nelson Cruz, Rogério Coelho, Alexandre Rampazo, André Neves, Michele Iacocca, Fernando Vilela, Yaguarê Yamã, e autores estreantes que também tiveram vez como César Obeid, Flávia Reis e Fabio Lisboa :O)

O arquivo está em língua inglesa:

http://www.fnlij.org.br/imagens/primeira%20pagina/2010/Bolonha2010.pdf

Sobre O mistério amarelo da noite
O menino está voltando sozinho para casa e, de repente, fica tudo escuro. Seus pés chutam uma garrafa, um cachorro se assusta e começa a correria, uma perseguição maluca que o leva o até o Beco Escuro.

Escuridão, ruídos estranhos, sombras, uma casa assustadora e... o mistério amarelo da noite. Inspirado em sua prática de contador de histórias, Fabio Lisboa coloca agora em livro esses elementos fascinantes que instigam o leitor a lidar com seus sonhos e usar a imaginação.

E, no final, o leitor é convidado a se juntar ao autor e desvendar à sua maneira o mistério amarelo daquela noite. Como assim? Ah, só lendo o livro para saber!

Assista ao trailer do livro em: http://www.fabiolisboa.com.br/


Sobre a FNLIJ
A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil FNLIJ - é a seção brasileira do International Board on Books for Young People - IBBY, órgão consultivo da UNESCO, uma instituição de direito privado, de utilidade pública federal e estadual, de caráter técnico-educacional e cultural, sem fins lucrativos, estabelecida na cidade do Rio de Janeiro, cujo principal objetivo é promover a leitura e o livro de qualidade para crianças e jovens. A FNLIJ é pioneira em projetos de estímulo à leitura, ao beneficiar crianças e jovens que não têm acesso permanente a um acervo variado de obras literárias.
http://www.fnlij.org.br/

Brazilian selection of IBBY - 47ª Bologna Children's Book Fair: The yellow mystery of the night and other books

Get to know O Mistério Amarelo da Noite (The yellow mystery of the night) and other books from the Brazilian selection for IBBY - 47th Bologna Children's Book Fair:

http://www.fnlij.org.br/imagens/primeira%20pagina/2010/Bolonha2010.pdf



O mistério amarelo da noite
Fabio Lisboa. Illustrations by Rogério Coelho.
WMF Martins Fontes. 56p. ISBN 9788578272081

The best way to face fear is to play with it and demystify it. This book tells the story of a boy who is going back alone to his home and, all of a sudden, everything gets dark. When he kicks a bottle, a dog gets scared and starts to run, a crazy persecution that leads him to the Dark Alley. Darkness, strange noises, shades, an empty house and… there it is the yellow mystery of the night. In the end of the story the reader is invited to join the author in order to find out the yellow mystery of that night his own way.

Watch the trailer at http://www.fabiolisboa.com.br/

Literatura Infantil e Juvenil: Teoria, estética, interatividade, contemporaneidade

Lançamento 
Na tessitura dos signos contemporâneos:
Novos olhares para a Literatura Infantil e Juvenil



Resenha escrita por Fabio Lisboa



Conceitos teóricos tecidos com profundidade, sensibilidade estética, olhos abertos para o novo e um novo olhar para o tradicional é o que podemos esperar do livro de Maria Zilda da Cunha. A autora, coordenadora do Departamento de Literatura Infantil e Juvenil da Faculdade de Letras da USP (Universidade de São Paulo), analisa a fundo relevantes produções recentes de literatura dirigida a crianças e jovens, seus signos, sua forma interativa, seus novos jeitos de contar histórias.

Maria Zilda tece ainda a relação intertextual desta literatura com a cultura, a história e a evolução social do nosso tempo, época em que lidamos cada vez mais com signos do que com coisas. O editor ressalta que “O diálogo intertextual se faz presente em todo trabalho e amplia-se na análise da tessitura dos signos em vozes e olhares da África com Octaviano Correia em seu livro O país das mil cores e em treze obras de Ângela Lago (http://www.angela-lago.com.br/) em suas artes e experimentações literárias, no livro e na hipermídia.”

Assim, os novos signos literários são analisados em sua interligação com um todo atual, formando uma tessitura contemporânea. Para o Prof. Dr. José Nicolau Gregorin Filho, também especialista da USP em literatura infantil e juvenil “(...) ao iniciar a leitura desta obra, o leitor aceita do convite de sua autora novas maneiras de olhar, novas concepções do ver, do sentir e de ouvir. Ter a oportunidade de ler esta obra tão necessária e envolvente de Maria Zilda da Cunha é poder ganhar possibilidades outras de entender a literatura infantil e juvenil como um universo ímpar para o entendimento da nossa própria sociedade, sua maneira de pensar, sua ética e, acima de tudo, sua estética.”

Esta parece ser uma obra de interesse para professores, estudantes e autores que queiram se aprofundar na estética, na ética e na percepção de um novo olhar para a tessitura de literatura infantil contemporânea de qualidade.

Fabio Lisboa
http://www.fabiolisboa.com.br/

Lançamento: Na tessitura dos signos contemporâneos: Novos olhares para a Literatura Infantil e Juvenil
De: Maria Zilda da Cunha
Editora: Paulinas
Dia: 14 de abril (quarta-feira) Hora: 19:30h
Local: Livraria da Vila (unidade Vila Madalena) Rua Fradique Coutinho, 915 - Telefone: (11) 3816-2121 e 3814-5811
Palavras e Ações
Há mais de dois mil anos atuais e revolucionárias

por Fabio Lisboa - http://www.fabiolisboa.com.br/

Primeiro: histórias e ensinamentos, palavras e ações, uma revolução pacífica na sociedade; no fim: decepção e morte numa sociedade injusta; depois do fim: Páscoa, ressurreição, esperança numa sociedade em formação; hoje: palavras e ações são repensadas, histórias e ensinamentos revivem e uma nova visão de sociedade pode nascer.



Jesus, como Buda e Sócrates, não escreveu uma linha sobre religião, filosofia, revolução ou teorias comportamentais. Seus ensinamentos eram passados através de palavras – diárias, cotidianas, metáforas simples e profundas, textos bíblicos recontados, orações, parábolas, enfim, histórias contadas e compartilhadas oralmente – e ações – curas, ajuda aos necessitados, ações contestadoras a leis injustas (usando a não-violência) e atos de respeito e amor ao próximo (mesmo que este próximo tivesse outra crença, fosse considerado pecador, doente, impuro, criminoso ou inimigo).

O seu olhar sem preconceito desafiava de forma não-violenta os detentores de poder político e religioso. Enquanto estes acreditavam que podiam julgar que tipo de pessoas tinham valor e que tipo não, o Mestre dizia: “Não julgueis para não ser julgado”.

Quando o chamaram a “cumprir a lei” e apedrejar a mulher que havia cometido adultério sua ação foi uma não-ação (a escolha consciente de não fazer algo em que não acreditava ser certo só porque era uma ação praticada e aceita socialmente). Mas Ele não só não compactuou com os “líderes” (de forma não violenta, ou seja, simplesmente não arremessando pedras e não brigando com quem arremessasse) bem como conclamou que apenas quem não tivesse pecado que atirasse a primeira pedra.

O poder de sua não-ação (ou ação pacificadora, não-violenta) associado ao poder de suas palavras salvaram a mulher e fizeram seus agressores (cumpridores do ato desumano aceito pelos humanos de então) se retirarem e refletirem sobre seus próprios atos.

Acima da determinação das palavras escritas na lei ou das palavras e imagens irresistíveis das propagandas, acima das palavras presentes na fala de atores de Hollywood, de novelas e comercias, acima das palavras determinadas por jornalistas, professores, religiosos, contadores de histórias, blogueiros e outros profissionais da palavra (ganhando dinheiro ou não para usá-la), a sociedade é determinada, acima de tudo, em cada ação e em cada palavra de cada cidadão.

Então cada cidadão deveria escolher bem suas ações diárias (do consumo consciente às escolhas por ações pacíficas, sócio-ambientalmente justas e não-violentas) e palavras (as que valem a pena serem ouvidas, ditas e recontadas). Os profissionais da palavra podem escolher bem o que vão contar, buscando narrar a aventura humana em sintonia com suas ações e aventuras pessoais, tornando, assim, suas palavras verdadeiras e poderosas.

O indivíduo que se identifica com um modo sincero de falar e agir torna-se também um replicador deste modo de ser e, querendo, em pouco tempo acaba sendo também: um revolucionário armado de palavras e ações não-violentas. Estes serão formadores de uma nova visão para a sociedade. Ajudarão muito na transformação da sociedade do consumo em sociedade pacífica. Se chegou até aqui, provavelmente já é um destes formadores, então, em breve a gente se encontra nas formações desta sociedade, neste movimento invisível mas crescente e poderoso: uma revolução pacífica de palavras e ações.

Fabio Lisboa

Letramento e Meio Ambiente: A Palavra-Semente


Buscando conectar histórias pessoais e da tradição oral
à consciência ambiental

por Fabio Lisboa


As palavras adquirem consciência quando me pergunto:

“Quem sou eu? Por que estou aqui? Para onde vamos?”

As letras se juntam e se arranjam de um certo jeito que formam uma palavra: o meu nome. “Quem sou eu?” Eu sei quem sou e a resposta vem automática na forma desta palavra que é o meu nome. Mas também sei que sou muito mais do que este nome. Tenho uma identidade (que não é só um “número de RG”), uma identidade que diz respeito ao meu corpo, ao meu modo de falar, de me vestir, de me conectar às pessoas e à natureza, de sentir o mundo, meus valores, minha vida de estudos, trabalho, espiritualidade etc.

As palavras se juntam e se arranjam de um certo jeito para formar uma ideia, minha posição no mundo: “Por que estou aqui?”. Novamente uma palavra (aqui) refere-se a algo muito mais amplo do que uma localização física e os “porquês” são do tamanho dos objetivos e sonhos de cada um.

Por aparentemente menor que seja, um “por que estou aqui”, um sonho, uma ideia encerram em si uma tessitura, que se revela quando o sonho sai do mundo dos sonhos e vira ideal, idealização e, algum tempo depois, realização. Quando realizamos algo e olhamos para trás é possível perceber como cada ideia, cada palavra, cada ação ajudou a tecer nossos sonhos e como a realização dos sonhos dependem também do meio ambiente em que vivemos e do apoio que recebemos (e que damos a) outras pessoas que se entrelaçam em nossa história pessoal.

Quando a nossa ideia é comunicada a uma ou mais pessoas ela entra no meio ambiente e se torna mais do que uma ideia. Primeiro, porque se outras pessoas se identificarem com a nossa ideia ela poderá ser quase que infinitamente replicada. Segundo que a nossa ideia no mundo pode também ser infinitamente interpretada, re-significada, realizada e expandida.

Se esta ideia se torna um objetivo a ser alcançado, um objeto de nossa mais alta aspiração, a ideia se torna um ideal. E um ideal compartilhado, se torna um ideal coletivo mais perto do que nunca de ser alcançado. Ora, mais do que nunca está na hora de criar e nos conectarmos a ideias e ideais sócio-ambientalmente justos, pacíficos e sustentáveis.

Os jovens tem grande aptidão para idear e abraçar ideais que alguns “adultos” chamam de utópicos (como os ideais sócio-ambientais). Todos (não importa a idade) tem a chance de (re)escrever o futuro do mundo: “Para onde vamos?”...

Ao traçarmos mudanças de paradigmas - do individualismo para a cooperação, do consumismo inconseqüente para o consumo consciente, da ostentação à simplicidade voluntária, da degradação para a conservação – as sementes, antes de serem plantadas na terra, devem ser plantadas na mentes.

Que das palavras-semente pessoais brotem novas ideias, que germinem novos ideais, que nasçam realizações e floresçam novas palavras, conscientes.

Fabio Lisboa


SERVIÇO:

Letramento e meio ambiente: a palavra-semente
Esta é uma matéria transversal do curso profissionalizante gratuito de “Jardinagem e Conservação Ambiental”. A ideia de trazer a arte literária, da tradição oral e as histórias pessoais à um curso profissionalizante na área ambiental surge do nosso anseio de fazer uma ponte entre o conhecimento técnico adquirido e a comunicação e expansão deste conhecimento em forma de novos ideais.
Idealização: Fabio Lisboa, Manoel José Manoel Rodriguez e Raul Xavier De Oliveira

Realização: Fabio Lisboa

Mais informações:
http://www.fabiolisboa.com.br/
http://reciclzaro.org.br/

Curso Gratuito de “Jardinagem e Conservação Ambiental”

Coordenação pedagógica: José Manoel Rodriguez
Coordenação Geral: Raul Xavier De Oliveira


Resumo:

A Associação Reciclázaro, em parceria com o Projeto Inclusão Social Urbana- Nós do Centro- da Prefeitura de São Paulo e a Secretaria de Assistência Social, oferece aos jovens moradores da região Leste, da cidade de São Paulo, a possibilidade de participarem de uma formação profissional que une teoria e prática voltada para a área ambiental. Trata-se do curso de Jardinagem e Conservação Ambiental promovido no Centro de Formação Profissional e Educação Ambiental (CEFOPEA), instalado no bairro do Belém.

Com carga horária total de 320 horas, o curso aborda questões como horticultura urbana, paisagismo, formação do solo, botânica, compostagem e manejo de pragas e doenças. Todo este conhecimento é vivenciado diariamente pelos jovens na prática durante quatro meses, pois o Centro – que tem uma área de 8.500 m2 – conta com horta, viveiro de mudas nativas da Mata Atlântica, minhocário, composteira, pomar e estufas, ou seja, espaços próprios para os alunos aplicarem tudo o que aprendem em sala de aula.

A formação busca trabalhar de forma transversal diversos temas de cidadania e também orientações para o mercado de trabalho. Nesta última, os alunos aprendem a como elaborar um currículo, postura, dinâmicas para processos seletivos, entre outros assuntos essenciais para os jovens que estão em busca do primeiro emprego.

A proposta é que, após a formação, os jovens estejam prontos para atuarem na manutenção e preparação de jardins, conservação de parques e praças, em projetos de paisagismo e comercialização de produtos e serviços ambientais.

Mais informações:

http://buscajovem.org.br/projetos-em-destaque/profissionais-da-area-ambiental

Contato
Centro de Formação Profissional e Educação Ambiental (CEFOPEA)
Endereço: Avenida Ariston Azevedo, nº10 – Belém – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2081-3673
E-mail: cefopea@reciclazaro.org.br
Blog: http://cefopea.blogspot.com/
Site: http://www.reciclazaro.org.br/

Fotos
No alto 1: No Aniversário do CEFOPEA em 2009, Alfredo, aluno do curso, conta histórias para alunos da rede pública. Foto tirada por Danilo, também aluno do curso.

No alto 2 (Mosaico): Seleção feita pelos criadores do blog CEFOPEA
Foto do Meio: No aniversário do CEFOPEA 2009, alunos transplantam e regam mudas no “cross ambiental”, orientados pelo professor Alessandro.

Abaixo: Turma Manhã 2o sem de 2009:
De pé, da esquerda para a direita: Maria Tereza, aluno ouvinte, Luan, Paulo Felipe, Janaina, Adayr, Alfredo, Paulo Shigueru, Flávia, aluna ouvinte, Danilo. Abaixa, da esquerda para a direita: Océlio, Noemy, Thiago, Edésio, Joca.