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História: Gigi Balangandã

Como elevar a autoestima e lidar com as diferenças?

Apresentação do livro de Karin Sá Rego por Fabio Lisboa
Você já se sentiu diferente dos outros? Já sentiu que os outros olhavam para você como alguém “diferente” deles? Já tentou fazer algo diferente para se sentir parte dos “outros”?
Gigi Balangandã era uma girafinha que se sentia assim, diferente das outras girafas, por ter um pescoço curtinho, curtinho. Só que um dia, ela pediu ajuda e os outros animais decidiram ajudá-la a se sentir melhor. O problema é que nem sempre tinham uma boa ideia para elevar a autoestima, ou melhor, elevar a cabeça (de fato) esticando o pescoço da Gigi! Será que a girafinha vai conseguir ser alguém que ainda não é? Ou será que vai conseguir conviver com ela mesma do jeito que é?
Fabio Lisboa no Quintal da Cultura conta Gigi Balangandã de Karin Sá Rego 
(caso não consiga assitir clicando na imagem acima, copie e cole o link abaixo em seu navegador)

Programa Quintal da Cultura:
É exibido na TV Cultura de segunda a sexta-feira, das 9h às 11h e das 14h30 às 17h30; e aos sábados, das 8h às 12h30.

Técnicas de Mediação de Leitura e Cursos de Contação de Histórias: 
Palestras, cursos, oficinas, treinamento / teacher training


Referência do Livro:
Gigi Balangandã - Karin Sá Rego - Ilustrações: Daniel Kondo – São Paulo: Editora Escrituras

Resenha da editora:

Historia: Nasrudin e o brilho da Lua



Recontada e apresentada por Fabio Lisboa

Você já parou para olhar o brilho da Lua?

Pois as pessoas daquela cidade não. Não sei se era excesso de poluição no céu ou de congestionamento nas mentes.

Mesmo naqueles tempos, quando ainda se pegava água no poço e não havia tantos congestionamentos, ninguém tinha tempo pra nada, muito menos para olhar para o céu enluarado. Ninguém queria ficar com a cabeça na lua.

Quer dizer, ninguém, a não ser Nasrudin.

O sábio Nasrudin não perdia a inocência e o brilho no olhar ao olhar para a Lua. Todos os dias ele fazia esse exercício do olhar... bem, com exceção do dia em que a necessidade o deixou cego, desesperado, cabisbaixo: o mulá estava com tanta sede que saiu correndo, no meio da noite, até chegar esbaforido para pegar água no poço. Nem por um segundo ele olhou para o alto. No entanto, olhando para baixo, ele teve uma surpresa! Uma surpresa vinda do fundo do poço!

Mas será que as pessoas vão entender que surpresa era aquela? Vão deixar a surpresa sair do fundo do poço? Vão olhar para o alto?

Será que um dia vamos enxergar de novo um maravilhoso brilho que vimos quando éramos crianças ao olharmos para o céu...

Mesmo na correria, se você tiver 2 minutos e meio para ouvir, Nasrudin responde :O)

Nasrudin e o brilho da Lua
Fabio Lisboa no Programa Quintal da Cultura conta Nasrudin e o Brilho da Lua (TV Cultura)
(caso não consiga assitir clicando na imagem acima, copie e cole o link abaixo em seu navegador)

Referência:
História da tradição oral adaptada por Fabio Lisboa

Programa Quintal da Cultura:
É exibido na TV Cultura de segunda a sexta-feira, das 9h às 11h e das 14h30 às 17h30; e aos sábados, das 8h às 12h30.

Posts Relacionados:

História Nasrudin: A Lua ou o Sol?

História: Nasrudin - O segredo da felicidade

 

O dom da história


recontado por Fabio Lisboa

Baal Shem Tov, o mestre do bom nome, ensinou as pessoas de sua região a sentirem a presença de Deus.

Naquele tempo, era como se não houvesse mais tempo de sentir, de sequer sentir a presença do outro, muito menos de sentir mistérios profundos além dos sentidos, como a presença divina.

Mas Baal Shem Tov ensinou as pessoas a criar um tempo de paz para si e de união com os outros. Um tempo de sentir a força sagrada que une todos à tudo, um tempo de ver o invisível, de agradecer à Deus e de ouvir o som do infinito.

Histórias do Blog Contar Histórias em 2011


Esta é a última das melhores postagens 2011 divididas por temas – desta vez o nosso tema preferido (claro): histórias!

No blog há adaptações de Hans Christian Andersen, Nasrudin, Malba Tahan, história indígena, zen budista e da tradição oral. Tragédias, anti-heróis (internos e externos) e medos confrontados pela fé, heroísmo, diálogo e gentileza. Valores humanos na busca de uma cultura de paz.


Histórias:

História: Dois Lobos dentro de mim

História: Dois bodes cooperativos e uma ponte estreita

História: Dois bodes cabeça-dura e uma ponte estreita

História: Asas à prova de turbulências

História: Dois monges atravessando o Rio da Discórdia

História Nasrudin: A Lua ou o Sol?

História: A princesa e a ervilha

História: Os primeiros homens, cachorros e pedras

Foto: Gregory Smith - Children At Risk Foundation – CARF

Sabedoria em Quadrinhos

Mafalda e o que as pessoas esperam do ano novo

 

História: Dois bodes cooperativos e uma ponte estreita


por Fabio Lisboa

De um lado da ponte um cooperativo. Um bode. Com patas fortes e flexíveis o suficiente para subir montanhas, desviar de pedras e não cair de pontes sinuosas. Do outro lado da ponte, outro cooperativo. Outro bode. Com outras patas fortes e flexíveis.

Os dois queriam conhecer um novo horizonte do outro lado da ponte. Só que a ponte era estreita, escorregadia e sinuosa. Mas os dois bodes gostavam de ajudar os outros. E naquele dia os bodes acordaram com o nascer do sol e tentaram a sorte. Como o sol nasce pra todos daquele lugar na mesma hora, os dois cooperativos chegaram bem na mesma hora. Sorte a deles!

História: Dois bodes cabeça-dura e uma ponte estreita



Recontada por Fabio Lisboa

De um lado da ponte um cabeça-dura. Um bode. Com aqueles chifres bem duros grudados na cabeça. Do outro lado da ponte, outro cabeça-dura. Outro bode. Com outros chifres inflexíveis que não saiam da sua cabeça.

Os dois queriam conhecer o horizonte do outro lado da ponte. Mas a ponte era estreita e escorregadia. E os dois birrentos. E briguentos. E todos os dias os bodes acordam com o nascer do sol e tentam a sorte. O problema é que, como o sol nasce pra todos daquele lugar na mesma hora, os dois teimosos chegam sempre na mesma hora. Azar, neste dia, como em muitos outros:

Um cabeça-dura começa a dura travessia pela estreitíssima ponte.

Do outro lado, ao mesmo tempo, o outro cabeça-dura começa a dura travessia no estreitíssimo sentido oposto.